Conselho Nacional de Justiça aponta que um em cada quatro desembargadores acusados de vender sentenças são do Tocantins
Segundo reportagem veiculada no Fantástico nesse domingo, 07, e divulgada no G1 Tocantins por meio da reportagem da jornalista Ana Paula Hehbein, desde que o Conselho Nacional de Justiça foi criado, vinte desembargadores de nove estados foram acusados de vender decisões judiciais. Desses, cinco foram no Tribunal de Justiça do Tocantins.
Conforme o levantamento, um em cada quatro desembargadores investigados pelo crime de venda de decisões trabalhou no Tocantins. À reportagem, o ministro Humberto Martins, corregedor nacional de Justiça, afirmou: "Inconcebível que um tribunal pequeno tenha tantos desembargadores envolvidos em supostos ilícitos penais. Em supostas ilegalidades. Em desvios de conduta. Recebemos com muita preocupação, com muita tristeza, mas vamos agir com muito rigor", disse.
No caso mais recente, mostrado na reportagem do Fantástico, estava o caso do desembargador Ronaldo Eurípedes, afastado no dia 27 de abril. Apesar da renda familiar de aproximadamente R$ 1 milhão, ele teria movimentado R$ 11 milhões apenas nos três primeiros anos como desembargador.
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