Cotação do dólar derruba preço da arroba do boi, mas queda não chega no bolso do consumidor

Cotação do dólar derruba preço da arroba do boi, mas queda não chega no bolso do consumidor
No comparativo semanal, dos 22 cortes monitorados pela Scot Consultoria, 17 fecharam a semana com ajustes positivos
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 8 de novembro de 2023 3

O aumento da oferta, com a proximidade da entressafra e a queda do dólar, passou a pressionar a margem das indústrias exportadoras, e encorparam a pressão de baixa fechando o último dia do mês.  

Em algumas importantes regiões, a Scot Consultoria detectou um novo recuo da arroba, como no caso do estado de São Paulo.

Em destaque, São Paulo teve referência para o macho terminado que atende o mercado interno e recuou R$9,00/@ desde a segunda-feira, 28,  já ocorrendo ofertas de compra a preços ainda menores. Com relação aos bovinos que atendem à demanda externa, em São Paulo o macho terminado com menos de trinta meses, que chegou a ser comercializado por R$355,00/@ no início de março, atualmente é negociado por R$340,00/@.

Segundo a Scot Consultoria, no fechamento semanal, considerando a média de todas as categorias de machos e fêmeas anelorados, as cotações recuaram 1,5%. Em março, as referências acumularam queda de 2,4% comparadas a fevereiro. 

“Esse cenário é explicado pela pressão de baixa no mercado do boi gordo, esfriando o mercado de reposição e abrindo espaço para um maior volume de tentativas de compras abaixo das referências, o que pressionou negativamente as cotações. No comparativo mensal, as quedas foram puxadas pelas fêmeas, que recuaram 2,8% na média de todas as categorias e estados monitorados. Do lado dos machos, a queda nas cotações foi de 2,1%”, afirma. 

Consumidor

Do lado varejista, apesar de se tratar de um período típico de menor consumo, com vendas mais lentas principalmente para a carne bovina, duas das quatro praças monitoradas registraram altas nas cotações. Movimento que se deve ao recebimento do Auxílio Brasil e vale alimentação.

De acordo com os dados, as altas foram de 0,4% em São Paulo e 0,9% no Rio de Janeiro. Paraná e Minas Gerais trabalharam com preços mais frouxos e caíram 0,7% e 0,3%, respectivamente. Já no mercado atacadista, o volume de vendas relativamente melhor para o abastecimento de supermercados e açougues sustentou os preços em patamares mais elevados.

No comparativo semanal, dos 22 cortes monitorados pela Scot Consultoria, 17 fecharam a semana com ajustes positivos. Na média dos cortes a alta foi de 0,6%, equilibrada por uma alta de 0,6% para os cortes do traseiro e 0,7% para os cortes do dianteiro. 

Os dados mostram que no fechamento do mês o kg de Acém era encontrado a R$ 23,87, seguido o Músculo a R$ 22,05 kg e o Coxão duro sendo vendido a R$ 30,03 kg. A queda do @ ocasionou um aumento de quase 3 pontos percentuais para a margem, obtendo 0,4 ponto percentual no bolso do consumidor.

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