Decisão do STF de barrar prisão em segunda instância pode não beneficiar Marcelo Miranda

Decisão do STF de barrar prisão em segunda instância pode não beneficiar Marcelo Miranda
Prisão do ex-governador é cautelar. Ele é acusado de articular um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro que teria causado prejuízo de R$ 300 milhões
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 8 de novembro de 2023 1

A recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de derrubar a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância suscitou o debate sobre possíveis condenados que poderiam deixar a prisão em todos os estados do país.

O principal beneficiado com a decisão da Suprema Corte foi o ex-presidente Lula (PT), mas, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), cerca de 5 mil condenados podem sair da cadeia graças à jurisprudência criada pelo STF.

No Tocantins as atenções voltaram-se para o ex-governador Marcelo Miranda (MDB), preso desde o dia 26 de setembro no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar em Palmas. Entretanto, diferentemente de Lula, a prisão de Miranda é cautelar. Deste modo, a decisão do STF não beneficia diretamente o ex-governador.

Marcelo Miranda; o irmão dele, José Edmar Brito Miranda Júnior; e o pai, José Edmar Brito Miranda, são apontados pelo Ministério Público Federal (MPF) como articuladores de um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro que teria desviado cerca de R$ 300 milhões dos cofres públicos do Tocantins.

Brito Miranda Júnior também está preso desde o dia 26 de setembro em uma cela especial da Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPPP), já o pai, Brito Miranda, teve o direito de responder pelos crimes em liberdade após pagar fiança.

Decisão
Na última quinta-feira, 7, o STF decidiu por 6 votos a 5 que somente poderão ser presos os réus condenados após esgotarem-se todos os recursos na terceira instância, criando jurisprudência para que os condenados presos após decisão de segunda instância fossem liberados da prisão.

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