Esclerose Múltipla: saiba o que é e por que a Anvisa alertou sobre falsificação de medicamento para tratamento

Esclerose Múltipla: saiba o que é e por que a Anvisa alertou sobre falsificação de medicamento para tratamento
Farmacêutica responsável pela fabricação do medicamento para esclerose múltipla comunicou não reconhecer lote específico
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 8 de novembro de 2023 6

A Anvisa publicou um alerta nesta quinta-feira, 30, sobre a falsificação de algumas unidades do medicamento para esclerose múltipla Lemtrada (alentuzumabe), 10 mg/mL, solução para infusão intravenosa, lote 7BK1221, data de fabricação 11/2021 e validade 10/2024. As medidas foram estabelecidas pela Resolução RE 1.027/2023.

Segundo a agência, a “detentora do registro, Sanofi Medley Farmacêutica Ltda., comunicou à Agência que não reconhece o lote 7BK1221 como sendo da sua cadeia de produção. Além de o lote não pertencer à fabricante, a embalagem secundária não se encontra em português”, como pode ser observado na foto abaixo: 

falsificacao

  • Lote: 7BK1221
  • Data de fabricação: 11/2021
  • Data de validade: 10/2024.
     

Esclerose Múltipla 

Segundo o Hospital Israelita Albert Einstein a Esclerose Múltipla é uma doença desmielinizante autoimune crônica provocada por mecanismos inflamatórios e degenerativos que comprometem a bainha de mielina que revestem os neurônios das substâncias branca e cinzenta do sistema nervoso central. 

“Alguns locais no sistema nervoso podem ser alvo preferencial da desmielinização característica da doença, o que explica os sintomas mais frequentes: o cérebro, o tronco cerebral, os nervos ópticos e a medula espinhal”, explica. 

No Brasil, estima-se que existam 40.000 casos da doença, uma prevalência média de 15 casos por 100.000 habitantes, conforme a última atualização da Federação Internacional de Esclerose Múltipla e Organização Mundial da Saúde publicada em 2013. O número estimado de pessoas com Esclerose Múltipla no mundo aumentou de 2,1 milhões em 2008 para 2,3 milhões em 2013. 

A doença atinge geralmente entre pessoas jovens em média entre 20 e 40 anos de idade, predominando entre as mulheres.  

As causas envolves predisposição genética (com alguns genes já identificados que regulam o sistema imunológico) e combinação com fatores ambientais, que funcionam como “gatilhos”:

  • infecções virais (vírus Epstein-Barr)

  • exposição ao sol e consequente níveis baixos de vitamina D prolongadamente

  • exposição ao tabagismo

  • obesidade

  • exposição a solventes orgânicos

  • estes fatores ambientais são considerados na fase da adolescência, um período de maior vulnerabilidade.

 

Notícias relacionadas