Primeiros dias de setembro têm número recorde de queimada em todas as regiões do Tocantins

Primeiros dias de setembro têm número recorde de queimada em todas as regiões do Tocantins
Nas últimas 24 horas, os satélites do Inpe contabilizaram 685 focos de calor em todo o estado
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 8 de novembro de 2023 2

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que o Tocantins registrou mais de 2655 focos de queimadas apenas nos 13 primeiros dias de setembro.

Por causa da baixa umidade do ar e das altas temperaturas, que ultrapassam os 40º, o mês de setembro, historicamente, é o que registra os maiores índices.

Nas últimas 24 horas,  os satélites do Inpe contabilizaram 685 focos de calor em todo o estado. O município de Formoso do Araguaia, localizado na região sudoeste do estado, registrou o maior número de focos, 58.

Os dados mostram que os primeiros dias de setembro de 2020 registraram mais focos que o mesmo período do ano passado.

Em setembro de 2019, a quantidade de focos no mesmo período tinha sido de 2360 casos registrados. No acumulado do ano, o número foi de 9425, 16,71% menos do que registrado este ano.

Para tentar controlar as chamas, as ações educativas e  preventivas foram adiantadas, porém, mesmo assim, as equipes de brigadistas, bombeiros e militares do Exército lutam no combate ao fogo de norte s sul do Tocantins.

A serra do Lajeado, no entorno de Palmas, queimou durante 10 dias. O combate teve que ser intensificado e contou com o auxílio de aeronaves.

A situação também é preocupante para produtores da zona rural de Bandeirantes. José Alves trabalha, desde  a última terça-feira, 8, na tentativa de tentar evitar que o fogo invada a sua propriedade. “A região foi muito atingida e outros produtores já tiveram prejuízo”, disse ele ressaltando que acredita que o incêndio que atingiu a região tenha sido causado pela ação humana.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também alerta para as condições climáticas. Em quase todo o estado os índices de umidade relativa do ar têm ficado abaixo de 30%, em alguns casos são inferiores a 10%. O mínimo recomendado para a saúde humana é de 60%.

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