Vereadora Professora Janad questiona suposta incoerência em relatório apresentado durante audiência de prestação de contas da Prefeitura de Palmas

Vereadora Professora Janad questiona suposta incoerência em relatório apresentado durante audiência de prestação de contas da Prefeitura de Palmas
Segundo a parlamentar as receitas não financeiras, superaram as despesas não financeiras
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 8 de novembro de 2023 1

A presidente da Câmara de Palmas, Janad Valcari (Podemos), participou na tarde desta última quarta-feira, 02, de uma audiência pública de avaliação do cumprimento da meta fiscal, realizada por meio da Comissão de Finanças, Tributação, Fiscalização e Controle para que o Poder Executivo pudesse apresentar o Relatório de prestação de contas referente ao 3º quadrimestre de 2020 e 1º quadrimestre de 2021. Segundo a parlamentar as receitas não financeiras, superaram as despesas não financeiras.

Em seu discurso na tribuna, Janad Valcari analisou os itens presentes nos relatórios, apontando incoerências nas informações e questionando a situação. “Conforme aponta o relatório do 1º quadrimestre de 2021, as receitas não-financeiras superaram as despesas não-financeiras, excluindo juros da dívida parcelada em R$ 123,2 milhões. Agora eu questiono: Já que esse valor não estava previsto no planejamento, em que ele foi investido? ”, perguntou a vereadora.

A vereadora comentou ainda sobre a meta prevista ter sido superada em 185%, tendo o resultado das receitas primárias um excedente de 8% em relação ao previsto, enquanto o das despesas primárias ficou em 15% a menos que o previsto. “É importante frisar que o resultado primário foi superado em R$ 79 milhões. A gente vê que isso é positivo, mas infelizmente não vimos o trabalho ser feito com este orçamento”.

Quanto ao passivo com servidores, que soma mais de R$ 100 milhões, a vereadora afirmou que a prefeitura de Palmas está incriminando a si mesma ao colocar no relatório que possui uma dívida pendente com os trabalhadores, mas que é preciso levar o caso à Justiça para que se tenha uma resposta. “Por que não chamam os servidores para conversar e resolver esse problema que vem ocorrendo desde 2014? ”, questionou.

O DT abre espaço para que a Prefeitura de Palmas, possa comentar o assunto.

Notícias relacionadas