Tocantins tem décimo mês seguido com crescimento de empregos formais

Tocantins tem décimo mês seguido com crescimento de empregos formais
Estado registrou saldo positivo de 1.758 vagas em outubro. Os setores de Serviços e Comércio contrataram em maior número do que os demais, repetindo tendência do país
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 29 de novembro de 2023 3

Com 10,8 mil admissões e 9,1 mil desligamentos, o estado do Tocantins chegou em outubro ao décimo mês consecutivo com aumento no saldo de empregos com carteira assinada, segundo levantamento do Novo Caged, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgado nesta terça-feira, 28 de novembro, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
 

O saldo positivo de 1.758 vagas formais representa um crescimento em relação ao mês de setembro (+1.286) e o quarto melhor resultado nos últimos 12 meses. De janeiro a outubro, o saldo de vagas já ultrapassa 15,2 mil. O estoque de empregos com carteira assinada do Tocantins é de 234,8 mil postos.
 

Na comparação com outubro do ano passado, o saldo de empregos com carteira assinada aumentou 39%, passando de 1.078 a 1.758. No Tocantins a distribuição de novas vagas por sexo é equilibrada, sendo 943 para homens e 815 para mulheres. Indivíduos com ensino médio completo foram os que mais conquistaram a carteira assinada: 1.075. Jovens entre 18 e 24 anos também são o grupo com maior saldo de vagas: 1.126.
 

De acordo com o levantamento, a capital Palmas foi a responsável pelo maior saldo de geração de empregos formais no Tocantins — com 985 vagas, resultantes de 4.668 admissões e 3.683 demissões. O estoque total de pessoas com carteira assinada na capital chegou a 95.214 empregos formais. Os outros três municípios que integram a lista dos maiores saldos de empregos gerados no estado, em outubro, são: Gurupi (+181), Araguaína (+120) e Aguiarnópolis (+34).
 

Por setor, o que aconteceu no Estado em outubro é similar à tendência registrada no país. Serviços e Comércio são os setores que contam com maior saldo positivo, com 967 e 642 postos, respectivamente. Juntos, respondem por mais 167 mil postos de trabalho somados no estoque do estado. Na sequência aparecem os setores da Agropecuária (+155) e da Construção (+19). Já o setor da Indústria registrou queda (-25) em outubro.
 

NACIONAL — O Brasil fechou outubro de 2023 com um saldo de 190.366 vagas formais de trabalho. No período, houve 1,94 milhão de admissões e 1,75 milhão de desligamentos. São mais de 30 mil empregos a mais do que os gerados em outubro de 2022. Desde o início do ano, o país acumula saldo de quase 1,8 milhão de empregos formais. A variação em dez meses é positiva nos cinco grandes setores da economia e nas 27 unidades da Federação.
 

Os dados do Novo Caged indicam também que o estoque total, ou seja, o número de brasileiros que estavam trabalhando com carteira assinada em outubro de 2023, chegou a 44,22 milhões, o maior já registrado na série histórica levando em conta tanto o período do Caged (junho de 2002 a 2019) quanto do Novo Caged (a partir de 2020). Em outubro, a variação foi positiva em quatro dos cinco setores e em 26 das 27 unidades federativas.
 

Infográfico 1 – Dados do Novo Caged sobre geração de empregos em outubro de 2023 / Fonte: MTE

Outros destaques

→ O maior crescimento do emprego formal ocorreu no setor de Serviços, com saldo de 109.939 postos formais de trabalho. Destacam-se áreas como informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (saldo de +65.128).
 

→ O segundo maior gerador de postos de trabalho foi o Comércio, com +49.647 postos de trabalho. Destacam-se o Comércio Varejista de Mercadorias em Geral, com Predominância de Produtos Alimentícios – Supermercados (+6.307) e Hipermercados (+1.925), além de Artigos de Vestuário (+5.026).
 

→ O terceiro maior crescimento ocorreu na Indústria, com saldo de +20.954 postos de trabalho. Destacam-se a fabricação de açúcar em bruto, com saldo de +1.500, especialmente em Alagoas (+1.268), e a fabricação de móveis, com saldo de +1.330.
 

→ A Construção Civil teve saldo de +11.480 postos formais. A Construção de Edifícios teve saldo de +3.652.
 

→ A Agropecuária foi o único setor que gerou saldo negativo (-1.656), decorrente da desmobilização do café (-2.850), do cultivo de alho (-1.677), de batata-inglesa (-1.233) e de cebola (-1.138), que superaram o aumento na Produção de Sementes (+4.088).
 

Mais informações no painel de dados do Novo Caged
 

GRUPOS POPULACIONAIS — O saldo foi positivo para mulheres (+90.696) e homens (+99.671). No que se refere às pessoas com deficiência, foram +1.699 postos de trabalho. A relação foi positiva também para pardos (+110.240), brancos (+64.660), pretos (+22.300), amarelos (+15.395) e indígenas (+652).
 

FAIXA ETÁRIA — Desagregado por faixa etária, o saldo foi de (+20.111) para jovens até 17 anos, (+115.732) para 18 a 24 anos; (+24.139) para 25 até 29 anos; (+21.387) para 30 a 39 anos; (+17.238) para 40 a 49 anos; (-3.307) para 50 a 64 anos.
 

SALÁRIOS — O salário médio real de admissão foi de R$ 2.029,33, apresentando estabilidade com decréscimo de R$ 5,18 (-0,3%) em comparação com o valor corrigido de setembro (R$ 2.034,51). Já em comparação com o mesmo mês do ano anterior, o ganho real foi de R$ 16,34 (0,8%).

 

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