Ano de 2023 fecha com gasolina em alta, segundo dados da ANP

Ano de 2023 fecha com gasolina em alta, segundo dados da ANP
Diferenças regionais são grande, região Norte lidera em preços mais elevados
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 5 de janeiro de 2024 3

O ano de 2023 foi marcado por mudanças significativas nos preços dos combustíveis no Brasil, conforme dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta semana. Enquanto a gasolina registrou um aumento considerável, o diesel e o etanol apresentaram quedas em seus valores médios.

O preço médio da gasolina nos postos brasileiros teve um avanço notável ao longo de 2023. O valor passou de R$ 4,96 na última semana de 2022 para R$ 5,58 na semana de 24 a 30 de dezembro de 2023, representando um aumento de 12,5%. Esse aumento reflete diretamente nos custos de abastecimento para os motoristas em todo o país.

Enquanto a gasolina subia, o etanol e o diesel apresentaram quedas significativas em seus preços médios. O etanol, que encerrou 2022 custando R$ 3,87, fechou o ano de 2023 com um valor médio de R$ 3,42, representando uma redução de 11,6%. Já o diesel, que estava cotado a R$ 6,25 no final de 2022, teve uma queda de 6,24%, chegando a R$ 5,86 na última semana de dezembro de 2023.

Diferenças regionais: Norte lidera em preços mais elevados

Ao analisar os dados por estado, fica evidente que o Acre é o estado brasileiro com a gasolina mais cara, vendida a um preço médio de R$ 6,76 por litro. Em seguida, Rondônia aparece com o litro a R$ 6,40. A região norte do país é a que enfrenta os combustíveis mais caros.

No Tocantins, a gasolina comum tem um preço médio de revenda de R$ 5,68, podendo chegar a R$ 6,39. Já o estado do Piauí apresenta o menor preço, R$ 5,23 por litro. A região Sudeste é a que oferece a gasolina mais barata, com um preço médio de R$ 5,50.

Diante desses números, consumidores e analistas econômicos ficam atentos às variações nos preços dos combustíveis, impactando diretamente no custo de vida e na economia do país. O governo Lula terá o desafio de lidar com essa dinâmica e buscar soluções para equilibrar a equação dos combustíveis em território nacional.

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