"Carregarei para sempre a terrível dor da guerra", diz Chefe da inteligência militar de Israel, ao renunciar cargo em carta

"Carregarei para sempre a terrível dor da guerra", diz Chefe da inteligência militar de Israel, ao renunciar cargo em carta
Haliva pediu demissão pela "responsabilidade" no ataque.
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 23 de abril de 2024 0

O chefe da inteligência militar israelense, o major-general Aharon Haliva, renunciou e deixará o cargo assim que um sucessor for nomeado, segundo os militares em comunicado nesta segunda-feira, 22.

Segundo o apurado, Haliva pediu demissão pela “responsabilidade” no ataque, tornando-se a primeira figura importante das forças israelenses a deixar o posto após o episódio mais letal da história de Israel.

Em uma carta de renúncia, o major assumiu a responsabilidade e afirmou que carregará para “sempre a terrível dor da guerra”. “A divisão de inteligência sob meu comando não esteve à altura da tarefa que nos foi confiada”, afirmou Haliva. “Eu carrego aquele dia comigo desde então. Dia após dia, noite após noite. Carregarei para sempre a terrível dor da guerra”. Ele ainda pediu “uma investigação exaustiva sobre os fatores e circunstâncias” que levaram ao ataque.

Guerra

O ataque do Hamas de 7 de outubro desencadeou o conflito em Gaza entre Israel e Hamas. Na data, os milicianos islamistas assassinaram 1.170 pessoas e sequestraram 250, segundo um balanço da AFP baseado em dados divulgados pelas autoridades israelense. A ofensiva israelense em Gaza deixou 34.100 mortos, segundo o Ministério da Saúde do território palestino, governado pelo Hamas desde 2007.

O major-general, que serviu nas Forças de Defesa de Israel (FDI) por 38 anos, é a primeira figura militar sênior a renunciar durante os ataques de 7 de outubro.

 Atualizações 

A guerra completa nesta terça-feira, 23, 200 dias na Faixa de Gaza sem qualquer sinal de trégua. Nas últimas 24 horas, os bombardeios israelenses mataram 32 palestinos no território, segundo o balanço do Ministério da Saúde, controlado pelo Hamas. Com isso, chega ao total de 34.100 mil na Faixa de Gaza desde o início do conflito, em outubro passado.

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