Quando custa ser ciclista no Brasil? Confira análise do mercado de bicicletas no país

Quando custa ser ciclista no Brasil? Confira análise do mercado de bicicletas no país
Segundo dados de uma pesquisa realizada pelo site Mordor Intelligence Source, em 2023, o mercado global de bicicletas foi estimado em US$ 53,80 bilhões
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 1 de agosto de 2024 9

O mercado de bicicletas tem experimentado um crescimento significativo nos últimos anos, tanto globalmente quanto no Brasil. Segundo dados de uma pesquisa realizada pelo site Mordor Intelligence Source, em 2023, o mercado global de bicicletas foi estimado em US$ 53,80 bilhões, com previsão de atingir US$ 69 bilhões até 2029, crescendo a uma taxa anual composta (CAGR) de 4,20% .

Globalmente, a região da Ásia-Pacífico lidera com a maior participação de mercado, impulsionada por países como China, Japão e Índia, que têm um grande número de ciclistas regulares. No entanto, o Brasil também se destaca nesse cenário, com um aumento no uso de bicicletas, principalmente como meio de transporte sustentável e acessível.

No Brasil, o mercado de bicicletas tem crescido de maneira robusta, impulsionado por uma série de fatores. Entre 2020 e 2021, por exemplo, houve um triplicamento nas vendas de bicicletas elétricas (e-bikes). Esse crescimento é atribuído ao aumento da conscientização sobre a sustentabilidade, os benefícios para a saúde e a necessidade de evitar congestionamentos urbanos.

De acordo com dados recentes, o mercado de bicicletas no Brasil apresentou um crescimento expressivo nos últimos anos. Em 2021, as vendas de bicicletas cresceram 34% em comparação com o ano anterior. Este aumento vale tanto para as bicicletas tradicionais quanto para as elétricas, com uma forte demanda observada nas grandes cidades brasileiras.

A infraestrutura também tem acompanhado esse crescimento. Muitas cidades brasileiras têm investido em ciclovias e programas de incentivo ao uso de bicicletas. São Paulo, por exemplo, expandiu sua malha cicloviária para mais de 600 km de ciclovias, tornando-se um modelo para outras metrópoles do país.

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Contudo, em 2022, houve uma queda de 35% nas vendas de bicicletas em comparação com 2021. Essa redução foi atribuída à saturação do mercado, ao cenário econômico e ao retorno à normalidade pós-pandemia.

Em 2023, as vendas continuaram a cair, com uma retração de 15% em relação ao ano anterior. No entanto, há uma expectativa positiva para 2024, com esperanças de recuperação do mercado. 

As bicicletas de entrada, podem ser adquiridas com preços entre R$ 800,00 e R$ 2.000,00, sendo as mais afetadas pela queda nas vendas. Já as com preços entre R$ 2.000,00 e R$ 5.000,00 também registraram uma queda, mas em menor proporção.

Apesar da retração recente, há uma expectativa de recuperação do mercado em 2024, com lojistas e fabricantes otimistas sobre uma retomada nas vendas.

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