Mercado do Boi Gordo fecha abril em alta no Tocantins, mas cenário de maio traz alerta

Mercado do Boi Gordo fecha abril em alta no Tocantins, mas cenário de maio traz alerta
Crédito: SCOT Consultoria
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 2 de maio de 2025 3

Ricardo Fernandes I Diário Tocantinense- O mês de abril trouxe bons resultados para os pecuaristas do Tocantins, com elevação nas cotações do boi gordo, vaca gorda e novilha. No entanto, a análise de especialistas aponta que esse movimento de valorização pode não se sustentar em maio. Segundo o zootecnista e analista de mercado Felipe Fabri, da Scot Consultoria, o mercado tende à cautela, com previsão de recuo nos preços motivado por uma combinação de fatores como maior oferta de animais para abate e dificuldades nas exportações.

A arroba do boi gordo foi negociada ao final de abril a R$298,00, tanto no norte quanto no sul do estado. No início do mês, os valores eram R$295,00 no norte e R$287,00 no sul, o que demonstra um avanço consistente. A categoria do boi “boistina” (até 30 meses) também registrou alta, encerrando abril cotada a R$300,00 por arroba, contra R$295,00 na abertura do mês.

Entre as fêmeas, a vaca gorda teve valorização e passou de R$260,00 para R$269,00 por arroba no norte e R$267,00 no sul. Já a novilha gorda começou abril com R$265,00 na região sul e R$268,00 na região norte, finalizando com R$274,00 e R$275,00, respectivamente.

No mercado de reposição, praticamente todas as categorias subiram, com exceção do boi magro, que teve queda de 2,9%. O maior destaque positivo foi a bezerra de desmame, com um salto de R$1.630,00 para R$1.814,00 por cabeça, representando uma alta de 11,3% em apenas um mês.


Expectativas para maio: cautela e pressão no mercado

Apesar do cenário positivo em abril, maio deve trazer uma mudança de rota. De acordo com Felipe Fabri, a chegada da entressafra e a pressão nas pastagens devem aumentar a oferta de bois para abate, ao mesmo tempo em que as exportações seguem travadas. Além disso, o dólar mais fraco reduz a competitividade da carne brasileira no mercado externo, o que pode impactar diretamente os preços pagos aos produtores.

“O mercado tende a operar com pressão negativa em maio. A combinação entre oferta elevada e exportações lentas cria um cenário de atenção para o pecuarista tocantinense”, explica Fabri.

Essa análise vale também para outros estados, como São Paulo, que já registraram queda nos preços no fim de abril. A recomendação é que os produtores acompanhem de perto o ritmo da demanda e estejam atentos ao mercado internacional, que segue sendo um dos principais influenciadores das cotações.


Assista à análise completa no vídeo exclusivo Aqui

Felipe Fabri detalha todos os dados, gráficos e projeções do setor no vídeo especial do quadro Quinta do Agro.
A entrevista está disponível no canal oficial do Diário Tocantinense no YouTube e também será destacada no portal.

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