Brasil registra 1 acidente aéreo a cada 2 dias; Tocantins ainda lembra queda com jogadores
Brasil registra mais de 50 acidentes aéreos apenas até abril de 2025, segundo o CENIPA. Tocantins relembra a tragédia com o time do Palmas. Especialistas apontam falhas humanas e mecânicas como principais causas.
Ricardo Fernandes | Diário Tocantinense – O Brasil já registrou mais de 50 acidentes aéreos apenas até abril de 2025, segundo dados do Painel Sipaer, do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). Isso representa uma média alarmante de 0,52 acidentes por dia, ou um acidente a cada 46 horas e 30 minutos.
Na última década (2015–2024), o país teve em média 151 acidentes por ano, número que subiu para 175 somente em 2024, acendendo o alerta entre autoridades da aviação.
Tocantins: tragédia ainda viva na memória
Mesmo sem registros anuais frequentes, o Tocantins foi palco de uma das maiores tragédias da aviação nacional. Em 24 de janeiro de 2021, um avião Beechcraft Baron caiu em Porto Nacional, vitimando seis pessoas, incluindo o presidente do Palmas Futebol e Regatas, Lucas Meira, e quatro jogadores do clube. A queda teve repercussão nacional e internacional.
Desde então, o estado não registrou novos acidentes de grande porte, mas o episódio reforça a necessidade de ações preventivas constantes.
⚠️ Principais causas, segundo o CENIPA:
-
Erro humano
-
Problemas mecânicos
-
Condições climáticas adversas
-
Desrespeito a protocolos de segurança
✈️ Números que preocupam
| Período | Número de Acidentes | Média estimada |
|---|---|---|
| 2025 (até abril) | 51 | 0,52 por dia |
| 2024 (completo) | 175 | 1 acidente a cada 2 dias |
| Média 2015–2024 | 151 por ano | 1 a cada 2,4 dias |
Transparência e dados oficiais
O Painel Sipaer registra apenas ocorrências oficialmente concluídas, o que pode gerar defasagem nos dados mais recentes. Diversos casos ainda estão sob investigação em 2025.
Conclusão
Os dados reforçam a urgência por investimentos em segurança aérea, capacitação de profissionais e fiscalização técnica, especialmente em regiões com menor estrutura como o Tocantins. A memória da tragédia em Porto Nacional continua como símbolo da importância da prevenção e responsabilidade nos céus do Brasil.