F6 da Fama: entre despedidas históricas e grandes retornos

F6 da Fama: entre despedidas históricas e grandes retornos
Crédito: Reprodução
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 21 de julho de 2025 1

 PRETA GIL: MORRE A ARTISTA QUE RESISTIU AO LINCHAMENTO DIGITAL E À INTOLERÂNCIA

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Aos 49 anos, Preta Gil partiu deixando um vazio imenso na música, na televisão e na luta por representatividade no Brasil. Filha de Gilberto Gil, Preta nunca viveu à sombra de ninguém. Artista completa, enfrentou o preconceito com a voz, com o corpo, com o afeto. Preta foi uma das primeiras mulheres negras da música popular brasileira a falar abertamente sobre racismo, gordofobia, bissexualidade e assédio digital. Nos últimos anos, enfrentou o câncer com coragem e visibilidade, sendo símbolo de resistência até o fim. Sua despedida, no Theatro Municipal do Rio, reuniu ícones da cultura brasileira, emocionando um país que reconhece sua importância como mulher, artista e ativista. A ausência de Preta não será sentida apenas nos palcos, mas também nos espaços que ela ajudou a conquistar.

 ANNE HATHAWAY VOLTA COMO ANDY SACHS: CONTINUAÇÃO DE O DIABO VESTE PRADA ESTREIA EM 2026

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O anúncio da sequência de O Diabo Veste Prada pegou os fãs de surpresa: Anne Hathaway, Meryl Streep, Emily Blunt e Stanley Tucci já estão gravando o novo longa, com estreia marcada para maio de 2026. O roteiro, mantido sob sigilo, deve explorar o embate entre a era digital e o jornalismo impresso, com Andy Sachs agora na direção de uma plataforma de notícias em crise — e Miranda Priestly ainda ditando tendências com mãos de ferro. Em entrevista à People, Hathaway disse que a nova fase da personagem “carrega o peso do tempo e das escolhas” e que “o público verá uma Andy mais forte, mas igualmente desafiada”. A produção, da 20th Century Studios, começou no fim de junho e movimenta locações em Paris, Nova York e Londres. Trata-se de um retorno não só das personagens, mas da crítica à moda, ao capitalismo e às estruturas de poder — com olhar feminino e atualizado.

CANCELAMENTO DO LATE SHOW ACENDE ALERTA SOBRE A CRISE DOS TALK SHOWS NA ERA DO STREAMING

A CBS confirmou o fim do tradicional Late Show with Stephen Colbert, que sai do ar após mais de 30 anos de existência e sete sob comando de Colbert. A decisão, atribuída a cortes de custos e à reformulação da grade da emissora, provocou reação imediata na classe artística. John Oliver, apresentador do Last Week Tonight, chamou a decisão de “terrível para o humor político e para a democracia cultural americana”. A verdade é que os talk shows noturnos vêm perdendo relevância com a ascensão das redes sociais, dos podcasts e dos cortes no YouTube. Mas Colbert era uma voz crítica no horário nobre, responsável por entrevistas com figuras como Barack Obama, Lady Gaga e Volodymyr Zelensky. O cancelamento não representa apenas uma mudança de formato: é sintoma de uma reestruturação profunda na maneira como o público consome entretenimento e política ao mesmo tempo.

 JURASSIC WORLD: RENASCIMENTO É O MAIOR SUCESSO DE BILHETERIA DE 2025 ATÉ AGORA

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Com lançamento global em 2 de julho, Jurassic World: Rebirth já arrecadou mais de US$ 575 milhões em menos de três semanas. O filme, que marca uma virada na franquia, aposta em um roteiro mais dramático e humano, com foco nas consequências éticas da manipulação genética. Estrelado por Bryce Dallas Howard, Justice Smith e novos nomes como Florence Pugh, o longa conquistou crítica e público. A direção é de Gareth Edwards (Rogue One), e o enredo mergulha na tensão entre o instinto animal e a ganância humana. A Universal investiu mais de US$ 220 milhões na produção, apostando também em uma trilha sonora original e efeitos visuais inovadores — inclusive para streaming, onde já tem pré-acordo com Peacock e Prime Video. A franquia prova, mais uma vez, que dinossauros e dilemas científicos seguem em alta na cultura pop contemporânea.

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