Vicentinho Júnior avança em articulação pelo Senado; Saboinha deve disputar vaga na Assembleia Legislativa
Pré-campanha de 2026 já movimenta o cenário político no Tocantins com alianças regionais, apoios estratégicos e costuras de bastidores
O deputado federal Vicentinho Júnior (PP) consolida sua pré-candidatura ao Senado em 2026 com apoio de prefeitos, vereadores e lideranças políticas do Bico do Papagaio, região que historicamente compõe sua base eleitoral. Ao mesmo tempo, o ex-vereador Saboinha Júnior, atual articulador, pode disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa, com respaldo direto do Palácio Araguaia.
Nos bastidores, aliados afirmam que a movimentação de ambos já responde à reorganização das forças políticas no estado, com ênfase nas disputas proporcionais e majoritárias. Enquanto Vicentinho busca ampliar alianças em municípios estratégicos, Saboinha atua na costura de bases locais após experiência no Executivo e no Legislativo municipal.
Apoio de prefeitos e expansão regional
Com três mandatos consecutivos como deputado federal e presença destacada no Congresso Nacional, Vicentinho Júnior acelera sua construção política rumo ao Senado. O apoio declarado do prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, marca um ponto de virada na pré-campanha. A fala pública do gestor, que citou a “travessia do tapete verde para o azul”, foi interpretada como sinal verde para a entrada do Progressistas na disputa pelas duas vagas ao Senado em 2026.
Vicentinho, que comanda o PP no Tocantins desde 2023, tem concentrado esforços em consolidar seu nome junto aos prefeitos do norte do estado, especialmente nas regiões de Araguatins, Augustinópolis e Tocantinópolis. A expectativa é que o parlamentar avance também sobre colégios eleitorais do sudeste e centro-oeste tocantinense nas próximas semanas.
Saboinha se reposiciona após 2024
Já o ex-vereador Saboinha Júnior — nome político de José Wilson Sabóia Neto —, que disputou a prefeitura de Guaraí em 2024, volta ao tabuleiro como potencial candidato à Assembleia Legislativa. A aproximação com o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) o coloca como um dos nomes da base para a eleição proporcional.
Ex-presidente da Câmara de Guaraí e ex-secretário de Ações Estratégicas, Saboinha manteve presença nos bastidores do governo mesmo após não assumir a suplência na Assembleia no ano passado. A interlocução com prefeitos do médio norte e a presença nas bases do Republicanos fortalecem sua expectativa de viabilidade eleitoral.
Análise: Senado é o centro da disputa
A eleição de 2026 no Tocantins deve ter uma das disputas mais acirradas ao Senado dos últimos anos. Com duas vagas em aberto, nomes como Eduardo Gomes (PL), Alexandre Guimarães (MDB), Carlos Gaguim (UB) e o próprio Wanderlei Barbosa (Republicanos) são cotados, em um cenário que deve exigir alianças fora da curva.
A pré-candidatura de Vicentinho Júnior representa a tentativa do PP de se manter relevante no cenário majoritário. Caso consiga unir parte da direita tradicional com setores independentes da base de Wanderlei, pode se credenciar como nome de equilíbrio num tabuleiro dividido entre conservadores e governistas.
Bastidores da Assembleia
Na disputa pela Assembleia, Saboinha aparece como nome competitivo, especialmente se mantiver o apoio do governador. Sua candidatura é vista como estratégia para consolidar representação de Guaraí e do médio norte no Legislativo estadual, além de reforçar a estrutura do Republicanos para as eleições proporcionais.
Aliados de Saboinha avaliam que o desgaste causado por sua não posse em 2023 foi neutralizado pela permanência em cargos estratégicos e por sua atuação como ponte entre lideranças regionais e o governo estadual.
Projeção
Com a pré-campanha aberta informalmente, Vicentinho Júnior busca expandir presença no interior, aglutinar vereadores e prefeitos e consolidar sua imagem como alternativa técnica e política no Senado. Saboinha, por sua vez, opera com foco no campo governista, explorando sua capilaridade e trajetória institucional.
Ambos terão, nos próximos meses, o desafio de transformar articulações em votos — e alianças em capital político consolidado.