INTERNACIONAL: Terremoto causa alerta de tsunami e força retirada de milhões de pessoas em zona costeira
Um alerta de tsunami em nível máximo foi emitido nesta última quarta-feira (30) após um forte terremoto submarino atingir a região costeira de um arquipélago no Oceano Pacífico. A magnitude registrada foi de 8.6 graus na Escala Richter, com epicentro a cerca de 70 km da costa. Em resposta, milhões de pessoas foram retiradas de áreas de risco, numa das maiores operações de evacuação das últimas décadas.
Ricardo Fernandes I Diário Tocantinense- Milhões de pessoas foram evacuadas de áreas costeiras nesta quarta-feira (30) após um terremoto de magnitude 8.8 atingir a região do Pacífico, próximo à Península de Kamchatka, na Rússia. O tremor submarino gerou um alerta de tsunami em diversos países, incluindo Japão, Estados Unidos, Chile, Indonésia, Filipinas e ilhas do Pacífico.
Ondas de até 4 metros foram registradas em regiões da Rússia, enquanto no Japão o mar subiu mais de um metro. Sirenes de evacuação foram acionadas, escolas e hospitais esvaziados, e voos suspensos em várias cidades. Governos locais montaram abrigos emergenciais e mobilizaram forças armadas para auxiliar na retirada da população.
Somente no Japão, cerca de 2 milhões de pessoas deixaram suas casas, principalmente em regiões costeiras como Hokkaido e Miyagi. No Chile, aproximadamente 1,4 milhão de moradores foram evacuados de cidades litorâneas como Valparaíso, Coquimbo e Arica.
No Havaí e em partes da costa oeste dos Estados Unidos, a retirada foi preventiva, com ondas moderadas entre 0,5m e 1m. Em países como Indonésia e Filipinas, a população buscou regiões mais altas com medo da repetição de eventos passados.
As autoridades internacionais elogiaram a rapidez na emissão dos alertas e a resposta da população, considerada um exemplo de preparação diante de catástrofes naturais. Não houve confirmação oficial de mortes até o fechamento desta matéria, embora um óbito tenha sido relatado no Japão durante a evacuação.
O sistema de alerta de tsunamis do Pacífico segue em monitoramento. Especialistas alertam que novas ondas e ressacas podem ocorrer nas próximas 24 a 48 horas.
Ondas gigantes atingem Japão, Havaí e costa oeste dos EUA; autoridades realizam evacuações e monitoram risco de novos tremores
As ondas geradas pelo tremor avançaram rapidamente sobre o extremo leste russo, causando destruição em áreas portuárias e arrastando estruturas inteiras para dentro do mar. Em Severo-Kurilsk, imagens mostram o momento em que embarcações e equipamentos portuários foram engolidos pela força das águas.
O impacto foi tão significativo que acionou protocolos de emergência em diversos países banhados pelo Pacífico. No Japão, as autoridades ordenaram evacuações em regiões costeiras como Hokkaido, onde ondas gigantes foram registradas. Embora a Agência Meteorológica Japonesa tenha rebaixado os alertas em parte do país, o norte japonês continua sob risco elevado.
O tsunami também provocou movimentações anormais do mar no Havaí, onde as ondas chegaram a quase dois metros acima do nível normal, sem causar estragos de grande porte. Na costa oeste dos Estados Unidos, especialmente na Califórnia, houve registros de ondas de até 1,1 metro, mas sem relatos de danos até o momento.
Países da América Latina, incluindo México, Peru, Chile e Equador, também ativaram alertas de segurança e monitoram de perto a situação. Em algumas regiões da América Central, onde o risco foi considerado moderado, as autoridades orientaram a população a evitar áreas litorâneas.
As próximas horas serão cruciais para avaliar o comportamento das ondas em diferentes pontos do Pacífico e para dimensionar os prejuízos, principalmente em áreas mais isoladas da Rússia, onde o acesso é dificultado pela infraestrutura precária.
Enquanto as equipes de resgate se mobilizam, especialistas chamam atenção para a magnitude do terremoto, ressaltando que abalos deste porte podem provocar efeitos secundários e réplicas nos próximos dias.