Chuva de Meteoros Perseidas atinge pico nesta madrugada; veja como observar

Chuva de Meteoros Perseidas atinge pico nesta madrugada; veja como observar
Rastro luminoso no céu marca a passagem de meteoros da chuva Perseidas, fenômeno que terá pico na madrugada desta terça-feira.
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 13 de agosto de 2025 4

O céu noturno promete um espetáculo nesta madrugada, com a chegada do pico da chuva de meteoros Perseidas, um dos fenômenos astronômicos mais aguardados do ano. O evento, que ocorre anualmente, deve proporcionar até 100 meteoros por hora para observadores em regiões com pouca poluição luminosa.

Segundo o astrônomo Renato Poltronieri, da Astrocan, o ápice da chuva está previsto para 02h30 nas regiões Norte e Nordeste, e 04h30 no Sudeste e Centro-Oeste. O radiante — ponto de onde os meteoros parecem se originar — estará localizado na constelação de Cassiopeia (α: 03h17m / δ: +58°), com velocidade de 59 km/s e magnitude estimada em 2.2.

Visibilidade e condições de observação

A fase atual da Lua, com forte iluminação, pode dificultar parte da observação, reduzindo o contraste e ofuscando meteoros menos brilhantes. Ainda assim, especialistas destacam que será possível registrar vários deles a olho nu, especialmente nas primeiras horas da madrugada.

Para melhor visualização, recomenda-se procurar locais afastados de áreas urbanas, onde a poluição luminosa é menor. É importante permitir que os olhos se adaptem ao escuro por pelo menos 20 minutos antes de iniciar a observação.

Quando e onde ver

  • Data do pico: madrugada de 12 para 13 de agosto.

  • Horário ideal: 02h30 (Norte e Nordeste) e 04h30 (Sudeste e Centro-Oeste).

  • Localização do radiante: constelação de Cassiopeia, visível no hemisfério norte e em parte do céu brasileiro.

  • Taxa horária máxima: até 100 meteoros por hora em condições ideais.

Fenômeno anual

As Perseidas ocorrem quando a Terra cruza a trilha de detritos deixados pelo cometa Swift-Tuttle. Ao entrar na atmosfera terrestre, essas partículas incendeiam-se devido ao atrito com o ar, produzindo os característicos rastros luminosos.

Apesar de serem mais visíveis no hemisfério norte, no Brasil é possível acompanhar o fenômeno em áreas abertas e com horizonte limpo, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

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