Presidente do PT no Tocantins denuncia ameaças de morte contra ex-vereador Paulinho do Cacau
Ricardo Fernandes I Diário Tocantinense I Colinas do Tocantins — O presidente regional do Partido dos Trabalhadores (PT) no Tocantins, Nile William, denunciou nesta sexta-feira (15) as ameaças de morte sofridas pelo ex-vereador e militante histórico da luta popular Paulinho do Cacau. A denúncia, inicialmente divulgada em grupos de WhatsApp por militantes e apoiadores, mobilizou lideranças políticas, movimentos sociais e defensores dos direitos humanos.
“Não podemos permitir que a violência política silencie quem luta pelo povo. O companheiro Paulinho do Cacau é um símbolo da resistência e merece toda a nossa solidariedade e proteção”, afirmou Nile William.
Apoio do MST e movimentos populares
Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) manifestaram apoio e cobraram que as autoridades investiguem o caso com urgência. Para dirigentes do movimento, a ameaça contra Paulinho é uma tentativa de intimidar lideranças populares.
Especialistas em direitos humanos alertam para gravidade
A advogada especialista em direitos humanos Maria Tavares ressaltou que ameaças contra agentes políticos configuram violência política e exigem resposta imediata do Estado:
“O poder público tem a obrigação de proteger a vítima e apurar a autoria, evitando que o caso se repita ou escale para violência física”.
Já o sociólogo Carlos Antunes, estudioso de conflitos agrários, destacou que o Tocantins possui histórico de casos semelhantes envolvendo lideranças rurais:
“A tensão política e fundiária no Estado exige que casos como este sejam tratados com a máxima prioridade”.
Acompanhamento e investigações
Ainda não há confirmação oficial sobre registro de boletim de ocorrência. Movimentos e partidos articulam ações junto à Secretaria de Segurança Pública e à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa para garantir a segurança de Paulinho do Cacau.
O Diário Tocantinense mantém espaço aberto para manifestações de autoridades, partidos e organizações civis, e seguirá acompanhando as investigações.