Presidente do PT no Tocantins denuncia ameaças de morte contra ex-vereador Paulinho do Cacau

Presidente do PT no Tocantins denuncia ameaças de morte contra ex-vereador Paulinho do Cacau
Crédito: Arquivo Pessoal
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 15 de agosto de 2025 10

Ricardo Fernandes I Diário Tocantinense I Colinas do Tocantins — O presidente regional do Partido dos Trabalhadores (PT) no Tocantins, Nile William, denunciou nesta sexta-feira (15) as ameaças de morte sofridas pelo ex-vereador e militante histórico da luta popular Paulinho do Cacau. A denúncia, inicialmente divulgada em grupos de WhatsApp por militantes e apoiadores, mobilizou lideranças políticas, movimentos sociais e defensores dos direitos humanos.

“Não podemos permitir que a violência política silencie quem luta pelo povo. O companheiro Paulinho do Cacau é um símbolo da resistência e merece toda a nossa solidariedade e proteção”, afirmou Nile William.

Apoio do MST e movimentos populares

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) manifestaram apoio e cobraram que as autoridades investiguem o caso com urgência. Para dirigentes do movimento, a ameaça contra Paulinho é uma tentativa de intimidar lideranças populares.

Especialistas em direitos humanos alertam para gravidade

A advogada especialista em direitos humanos Maria Tavares ressaltou que ameaças contra agentes políticos configuram violência política e exigem resposta imediata do Estado:

“O poder público tem a obrigação de proteger a vítima e apurar a autoria, evitando que o caso se repita ou escale para violência física”.

Já o sociólogo Carlos Antunes, estudioso de conflitos agrários, destacou que o Tocantins possui histórico de casos semelhantes envolvendo lideranças rurais:

“A tensão política e fundiária no Estado exige que casos como este sejam tratados com a máxima prioridade”.

Acompanhamento e investigações

Ainda não há confirmação oficial sobre registro de boletim de ocorrência. Movimentos e partidos articulam ações junto à Secretaria de Segurança Pública e à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa para garantir a segurança de Paulinho do Cacau.

O Diário Tocantinense mantém espaço aberto para manifestações de autoridades, partidos e organizações civis, e seguirá acompanhando as investigações.

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