Ricardo Ayres será relator da CPMI do INSS que apura descontos indevidos em aposentadorias

Ricardo Ayres será relator da CPMI do INSS que apura descontos indevidos em aposentadorias
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 18 de agosto de 2025 3

deputado federal Ricardo Ayres (Republicanos–TO) foi escolhido pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos–PB), para ser o relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que investigará denúncias de descontos indevidos em aposentadorias e pensões. A decisão foi confirmada no dia 15 de agosto e a instalação da comissão está marcada para a próxima quarta-feira, 20 de agosto.

Segundo informações da Agência Câmara, a presidência da CPMI ficará com o senador Omar Aziz (PSD–AM), ex-presidente da CPI da Covid.

O que vai investigar a CPMI

A comissão foi criada após denúncias de que associações e entidades de fachada estariam realizando descontos indevidos em benefícios do INSS, com prejuízos que podem chegar a bilhões de reais desde 2019. A fraude atingiria aposentados e pensionistas em todo o país, em muitos casos sem autorização prévia para os débitos.

Reportagem do Poder360 lembra que a comissão terá poderes de convocação, quebra de sigilos e pedidos de informação, como uma investigação judicial.

Perfil do relator

Ricardo Ayres está em seu primeiro mandato na Câmara e é considerado um parlamentar em ascensão dentro do Republicanos. Segundo o Metrópoles, sua escolha é vista como estratégica, já que o partido de Ayres também é o de Hugo Motta, presidente da Câmara.

Primeiros passos e articulações

A primeira reunião entre Aziz e Ayres já foi marcada para a segunda-feira, 19, quando serão definidos o cronograma de depoimentos e as primeiras quebras de sigilo. A expectativa, de acordo com o Metrópoles, é que os trabalhos comecem ouvindo representantes do INSS, além de associações de aposentados.

Críticas e desconfianças

Colunistas políticos levantaram dúvidas sobre a independência da comissão. O jornalista Paulo Cappelli destacou que nem Aziz nem Ayres assinaram o requerimento de criação da CPI, o que poderia indicar uma condução mais branda dos trabalhos. “Há dois indícios de que a CPI pode acabar em pizza”, escreveu em artigo no Metrópoles.

O relator terá a responsabilidade de consolidar depoimentos, relatórios técnicos e análises financeiras em um parecer final que pode recomendar indiciamentos, mudanças legislativas e responsabilizações civis e criminais. Para aposentados e pensionistas, a CPI representa a possibilidade de recuperar valores e exigir maior controle sobre descontos em benefícios.

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