Apóstolo Bueno Júnior defende papel da família no combate ao problema
Nas últimas duas semanas, o debate sobre adultização e erotização infantil dominou as redes sociais, impulsionado por influenciadores, artistas e usuários que apontaram a internet como principal responsável pelo fenômeno. As discussões concentraram-se em torno de conteúdos digitais, exposição precoce de crianças e a necessidade de maior regulação das plataformas.
O Apóstolo Bueno Júnior, no entanto, trouxe outra perspectiva. Em declaração pública, ele afirmou que a questão ultrapassa o ambiente virtual e passa pela estrutura familiar. “O que poucos comentaram é sobre a responsabilidade da família e principalmente dos pais. Estamos vivendo uma completa inversão de valores. A causa destes problemas não é externa, não é da sociedade, mas interna, doméstica. Este problema é familiar”, disse.
Para o líder religioso, a ausência de referências dentro de casa é o que abre espaço para a vulnerabilidade das crianças. “Se não formos exemplos para os nossos filhos, não podemos cobrar aquilo que nós não vivemos. Transferimos para os outros aquilo que é responsabilidade nossa”, afirmou. Ele citou o versículo 6 do capítulo 22 do livro de Provérbios, que orienta a ensinar a criança no caminho em que deve andar para que, mesmo adulta, não se desvie dele.
Bueno Júnior defendeu que o combate à erotização precoce passa pelo resgate de valores no ambiente doméstico. “Construir o alicerce dos princípios éticos, da moral, dos valores, da espiritualidade é um dever dos pais no ambiente familiar. Sem isso, diante de uma sociedade desprovida de referenciais e corrompida nos seus valores, o que esperar desta geração?”, questionou.
Ao concluir, o apóstolo reforçou a ideia de proteção da família como núcleo central do processo. “Quer resolver isto ao seu redor? Proteja a sua casa com os princípios eternos e a sua família passará incólume desta avalanche destruidora”, declarou.