Feminicídio no Brasil: Tocantins e Distrito Federal mostram alta alarmante

Feminicídio no Brasil: Tocantins e Distrito Federal mostram alta alarmante
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 27 de agosto de 2025 4

Brasília (DF) – O feminicídio permanece como uma das formas mais graves de violência contra a mulher no Brasil. Dados recentes revelam crescentes níveis de denúncia e percepção de insegurança no Tocantins e no Distrito Federal, evidenciando a urgência da implementação e do fortalecimento de políticas públicas.

Tocantins: aumento de 18% nos atendimentos pelo Ligue 180

No Tocantins, os registros de violência contra a mulher cresceram em 2024. A plataforma Ligue 180 contabilizou 4.353 atendimentos, alta de 18,26% em relação a 2023. As denúncias subiram de 549 para 630, com destaque para os casos em que mulheres pretas e pardas foram as mais atingidas e em que os agressores eram companheiros ou ex-companheiros.

Distrito Federal: percepção alarmante da violência

No Distrito Federal, a 10ª Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, realizada pelo DataSenado, mostra que 84% das mulheres percebem que a violência doméstica aumentou nos últimos 12 meses. Além disso, 31% já foram vítimas, com mais de 2.000 denúncias registradas apenas nos primeiros 40 dias de 2025.

Dados nacionais

De acordo com o Atlas da Violência 2025, entre 2013 e 2023, 47.463 mulheres foram assassinadas no Brasil — uma média de 13 vítimas por dia. Em 2023, foram 3.903 registros, mas a subnotificação sugere que os números reais podem ser ainda maiores.

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O aumento de denúncias e a percepção de insegurança no Tocantins e no Distrito Federal reforçam a urgência de fortalecer políticas públicas. Medidas como a ampliação da rede de casas de acolhimento, o fortalecimento da Lei Maria da Penha e campanhas de conscientização são fundamentais para conter esse cenário de violência.

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