Morre Luís Fernando Veríssimo, cronista de humor refinado e voz marcante da literatura brasileira
Autor de mais de 70 livros, o cronista faleceu aos 88 anos, sob imensa comoção nas redes e na imprensa
Ricardo Fernandes I Diario Tocantinense-O escritor Luís Fernando Veríssimo faleceu neste sábado, 30 de agosto de 2025, em Porto Alegre (RS). Tinha 88 anos e estava internado há algumas semanas devido a complicações respiratórias decorrentes de uma pneumonia grave.
Considerado um dos maiores cronistas da literatura brasileira, Veríssimo deixou um legado de mais de 70 obras publicadas, que transitam entre crônicas, romances, contos, roteiros para quadrinhos e peças de teatro. Criador de personagens icônicos como o Analista de Bagé, Ed Mort e a Velhinha de Taubaté, conquistou leitores ao longo de gerações com seu estilo leve, irônico e profundamente humano.
Nos últimos anos, o autor enfrentava problemas de saúde, incluindo doença de Parkinson e sequelas de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) sofrido em 2021. Ainda assim, seguia sendo uma das vozes mais respeitadas da literatura e do jornalismo cultural no Brasil.
A repercussão foi imediata. Escritores, artistas e leitores prestaram homenagens nas redes sociais, lembrando a capacidade única de Veríssimo de transformar o cotidiano em reflexão crítica e humor inteligente. Comentários emocionados destacaram que o Brasil perde “seu melhor cronista” e que suas histórias permanecem vivas na memória coletiva.
O Hospital Moinhos de Vento (RS) comunicou através de nota ao Diário Tocantinense o falecimento do escritor e cronista Luis Fernando Verissimo, às 00h40 deste sábado (30), devido a complicações decorrentes de uma pneumonia. Aos 88 anos, ele estava internado desde o dia 11 de agosto no Hospital Moinhos de Vento.
Filho do consagrado escritor Erico Verissimo, Luis Fernando Verissimo é um dos autores mais populares e respeitados da literatura brasileira contemporânea. Publicou mais de 70 livros, vendeu cerca de 5,6 milhões de exemplares e conquistou leitores com crônicas, contos e romances, destacando-se pelo humor refinado e pela capacidade de transformar situações do cotidiano em reflexões inteligentes e bem-humoradas.
Iniciou a carreira no jornalismo em 1966, como revisor do jornal Zero Hora, em Porto Alegre, e lançou seu primeiro livro, O Popular, em 1973. Também assinou colunas em jornais como O Estado de S. Paulo, O Globo e Zero Hora, consolidando-se como uma das vozes mais influentes da crônica brasileira.
Porto Alegre (RS), 30 de agosto de 2025.
Equipe médica:
Luiz Antônio Nasi
Superintendente Médico
CRM-RS 11217
Guilherme Alcides Flores Soares Rollin
Médico Assistente
CRM-RS 21531
Conclusão
A morte de Luís Fernando Veríssimo marca o fim de uma era na literatura brasileira. Mais do que escritor, ele foi cronista da vida, das ironias e das contradições da sociedade. Seu legado segue imortalizado em cada página escrita, nas adaptações para televisão e no coração de milhões de leitores que aprenderam a rir e refletir com sua escrita. O Diário Tocantinense presta homenagem e estende condolências à família, amigos e admiradores.