Malha aérea do Tocantins sofre com redução de voos e indefinição em Araguaína
Passageiros do norte do Tocantins enfrentam dificuldades desde que a malha aérea regional sofreu cortes. Em Araguaína, a suspensão dos voos da Voepass, em abril de 2024, deixou a cidade sem conexões regulares, obrigando moradores a se deslocar até Palmas ou até aeroportos vizinhos, como Imperatriz (MA) e Marabá (PA).
Indefinição da Gol
A Gol Linhas Aéreas anunciou intenção de retomar voos em Araguaína, mas ainda sem cronograma definido. A companhia argumenta que a abertura de rotas depende da demanda e da infraestrutura do aeroporto, recentemente reclassificado pela ANAC para receber aeronaves Boeing 737.
Reação política e incentivos
O Governo do Tocantins ofereceu incentivos fiscais no ICMS do querosene e investiu em modernização do aeroporto de Araguaína, com reforço de pista, sistema de drenagem e equipamentos de segurança. A expectativa é de que a Gol inicie três voos semanais para Brasília, com conexão em Palmas, a partir de outubro de 2025.
Impactos na população
Enquanto a solução não se concretiza, moradores e empresários relatam aumento no custo de viagens e prejuízos para os negócios. Segundo a Assembleia Legislativa do Tocantins, mais de dois anos de pressão política foram necessários para que a retomada fosse confirmada, ainda que de forma parcial.
Comparativo
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Até abril de 2024: voos da Voepass conectavam Araguaína a Palmas e Brasília.
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Abril/2024 a outubro/2025: sem voos regulares, população dependente de Palmas ou aeroportos vizinhos.
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A partir de outubro/2025: Gol prevê três frequências semanais Araguaína–Palmas–Brasília.
A redução da malha aérea fragilizou a conectividade do Tocantins, sobretudo no norte do estado. A promessa de retomada dos voos com a Gol representa avanço, mas ainda está longe de recompor a oferta anterior. A ANACacompanha o processo e pode intervir caso haja descumprimento de normas de segurança e de oferta mínima.