População do Tocantins chega a 1,586 milhão em 2025; Palmas é a 3ª capital que mais cresce no país
O IBGE estima em 1.586.859 habitantes a população do Tocantins em 1º de julho de 2025, um avanço de 0,6% em relação a 2024 e de 5,1% desde o Censo 2022. O ritmo supera a média nacional, de 0,39%, que levou o Brasil a 213,4 milhões de pessoas (dados nacionais).
Avanço urbano
O crescimento se concentra em centros urbanos. Palmas alcançou 328.499 moradores, alta de 1,51% em um ano, e tornou-se a 3ª capital com maior taxa de crescimento do país, atrás de Boa Vista (RR) e Florianópolis (SC).
Outros polos regionais também cresceram: Araguaína (183.024), Gurupi (90.209), Porto Nacional (69.551) e Paraíso do Tocantins (55.704).
Interior em retração
Dos 139 municípios, 77 têm menos de 5 mil habitantes. O menor é Oliveira de Fátima, com 1.220 moradores. Também aparecem Crixás (1.494), Sucupira (1.591), Chapada de Areia (1.574) e Ipueiras (1.626).
O esvaziamento rural pressiona o Fundo de Participação dos Municípios, principal receita de cidades pequenas, e compromete a manutenção de escolas e postos de saúde.
Indicadores sociais
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A expectativa de vida no Brasil alcançou 77 anos; Tocantins mantém índices próximos da média nacional, abaixo do Sul e Sudeste.
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O IDH estadual é 0,731, o maior da região Norte.
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A densidade demográfica é de 5,45 hab/km², entre as menores do país.
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A renda domiciliar per capita é de R$ 1.737 mensais.
Ranking regional
Palmas lidera o Tocantins com IDH 0,788, maior do Norte. Outras cidades em destaque: Paraíso (0,764), Gurupi (0,759), Araguaína (0,752) e Porto Nacional (0,740) (lista de municípios).
Comparativo Brasil x Tocantins
| Indicador | Tocantins (2025) | Brasil (2025) |
|---|---|---|
| População | 1,586 milhão (+0,6%) | 213,4 milhões (+0,39%) |
| Densidade demográfica | 5,45 hab/km² | — |
| Expectativa de vida | ~77 anos | 77 anos |
| Renda domiciliar per capita | R$ 1.737 | — |
| IDH | 0,731 | — |
O Tocantins cresce em ritmo superior ao nacional, mas de forma desigual: polos urbanos avançam, enquanto pequenas cidades perdem moradores. O quadro impõe desafios para saúde, mobilidade e habitação nas capitais e ameaça a sustentabilidade de municípios do interior.