Brasília em alerta: segurança reforçada e atos durante julgamento de Bolsonaro

Brasília em alerta: segurança reforçada e atos durante julgamento de Bolsonaro
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Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 2 de setembro de 2025 4

A capital federal entrou em estado de vigilância máxima durante o julgamento de Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal. O Ministério da Justiça coordenou uma operação integrada com a Polícia Militar do Distrito Federal, a Polícia Federal e a Polícia Judicial do STF. Entre as ações, estão barreiras de contenção na Esplanada dos Ministérios, revistas com detectores de metais e patrulhamento ostensivo em pontos estratégicos, incluindo o Congresso Nacional e a Praça dos Três Poderes.

O plano de segurança também prevê o uso de drones de monitoramento e varredura com cães farejadores, além de reforço no efetivo das tropas de choque. O objetivo é evitar que manifestações pacíficas se transformem em atos de violência, como ocorreu em janeiro de 2023.

Possibilidade de protestos em frente ao STF

Mesmo com restrições de acesso, grupos organizados anunciaram mobilizações tanto em apoio a Bolsonaro quanto em defesa das instituições. O STF delimitou áreas específicas para manifestações e restringiu a presença de público não credenciado no interior do prédio.

Relatos de inteligência indicam que caravanas de diferentes estados se organizaram para estar em Brasília durante as sessões, enquanto movimentos sociais contrários ao ex-presidente também planejam atos simultâneos. A expectativa é de protestos paralelos, monitorados em tempo real pelas forças de segurança.

Clima político no Congresso

O julgamento repercute fortemente dentro do Congresso Nacional. Parlamentares alinhados ao bolsonarismo acusam o STF de perseguição, enquanto integrantes da base governista destacam a importância da responsabilização jurídica. No Senado e na Câmara, o tema já domina discursos e articulações partidárias.

A polarização se reflete nas galerias e corredores, com parlamentares se dividindo entre acompanhar a sessão no plenário do Supremo ou usar as tribunas para reforçar narrativas políticas. O ambiente confirma que a disputa extrapola o campo jurídico e se insere diretamente no jogo político de 2026.

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