Incêndios atingem Colinas, Palmeirante, Palmas e Sudeste do Tocantins e deixam rastro de destruição
Mais de 20 mil hectares de cerrado foram devastados; famílias relatam perdas de animais e moradias, enquanto governo estadual não anuncia apoio financeiro
Colinas do Tocantins — O Tocantins enfrentou neste domingo (31) um dos incêndios de maiores proporções deste ano. As chamas atingiram áreas de Colinas, Palmeirante, Palmas e municípios do Sudeste, destruindo mais de 20 mil hectares de cerrado e deixando famílias em situação de vulnerabilidade.
Uma das áreas mais afetadas foi a Chácara Riacho do Campo, em Colinas, onde parte de uma residência foi destruída e animais de criação morreram. A tragédia expõe novamente a fragilidade das políticas de prevenção e de apoio imediato a comunidades rurais.
Operação dos Bombeiros
Em nota oficial, o Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins informou que a ocorrência teve início às 13h21 e só foi encerrada às 22h23. A operação mobilizou diversas viaturas, incluindo a substituição da AIF-21, que apresentou problemas mecânicos.
Segundo os Bombeiros, três focos foram identificados: dois controlados parcialmente por moradores e um combatido diretamente pelas equipes. A prioridade foi a evacuação de famílias e a proteção de imóveis próximos às áreas atingidas.
Prejuízos ambientais e sociais
Além da perda parcial de uma casa e da morte de animais na Chácara Riacho do Campo, moradores de Palmas e do Sudeste relataram prejuízos em lavouras e pastagens. Especialistas alertam para impactos prolongados, como a degradação do solo e a perda de biodiversidade.
“Perdemos parte da nossa casa e animais que eram nosso sustento. Até agora, não recebemos nenhuma ajuda”, relatou um morador da zona rural de Colinas.
Ausência de apoio governamental
Apesar da gravidade, o governo estadual não anunciou medidas de compensação financeira às famílias. A Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) também não se pronunciou sobre as causas do incêndio ou sobre possíveis ações de recuperação ambiental.
A resposta oficial destacou apenas o compromisso com a “proteção da vida, do patrimônio e do meio ambiente”, sem apresentar medidas concretas para a reparação dos danos.
Cobrança por transparência
Organizações locais e moradores têm cobrado maior transparência e agilidade em planos de recuperação. Até o momento, a atuação da Defesa Civil Municipal de Palmeirante e de órgãos locais tem se limitado ao suporte emergencial, sem perspectiva de reconstrução das áreas e compensação às famílias atingidas.