PIB do 2º trimestre deve expor desaceleração da economia

PIB do 2º trimestre deve expor desaceleração da economia
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 2 de setembro de 2025 6

Expectativa é de crescimento menor, impacto direto nas bolsas de valores e dúvidas sobre onde investir: imóvel rural, urbano ou gado?

O Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre de 2025 deve confirmar a desaceleração da economia brasileira. Analistas avaliam que a taxa Selic elevada e o ambiente internacional instável reduziram o ritmo do consumo e dos investimentos, com reflexos imediatos no setor de serviços e no comércio.

Juros e desaceleração

Projeções do Banco Central e do IBGE indicam que a política monetária mais rígida, com a Selic mantida em 15% ao ano, tem limitado o crédito e o poder de compra das famílias. Empresas também reduziram planos de expansão diante do custo elevado do financiamento. O resultado deve ser um PIB mais modesto em relação ao primeiro trimestre, refletindo a perda de fôlego da atividade econômica.

Bolsas de valores: Brasil e mundo

A B3 (Bolsa de Valores do Brasil) acompanha a trajetória de cautela. Investidores têm reagido a incertezas fiscais e à possibilidade de revisão das metas de ajuste das contas públicas. O cenário não é exclusivo do Brasil. Bolsas de Nova York, Londres e Tóquio também operam pressionadas, diante de tensões geopolíticas e da expectativa em torno dos próximos passos do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos.

Onde investir em meio à incerteza

Com a economia em desaceleração e os mercados voláteis, investidores buscam alternativas de proteção. Três opções têm ganhado destaque:

  • Imóvel urbano – oferece segurança patrimonial, mas tem baixa liquidez no curto prazo;
  • Imóvel rural – mostra valorização crescente em regiões ligadas à agricultura e à agroindústria;
  • Gado – funciona como ativo vinculado às commodities, mas sofre oscilações ligadas ao consumo interno e às exportações.

Fala do especialista

Economistas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) avaliam que, em períodos de juros altos, imóveis tendem a se valorizar menos, mas preservam o capital no longo prazo. Consultores da Scot Consultoria destacam o potencial do agronegócio, sobretudo em regiões de expansão agrícola. Já representantes da ANBIMA recomendam diversificação entre ativos financeiros e reais para reduzir riscos.

Conclusão

O desempenho do PIB no segundo trimestre será um termômetro para o ritmo da economia em 2025. Enquanto bolsas operam com cautela e investidores buscam alternativas, a recomendação de especialistas é equilibrar segurança e rentabilidade. Em um cenário de juros elevados e instabilidade global, diversificar permanece como a estratégia mais prudente.

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