Caso Hytalo Santos ganha novos desdobramentos e envolve a pastora Renálida
O caso envolvendo o influenciador Hytalo Santos, preso em agosto em São Paulo, ganhou novos capítulos com a entrada da pastora Renálida Lima nas investigações. Conhecida como “Pastora do Pix”, ela é citada em processos judiciais sobre a posse de um templo na Paraíba e agora aparece como personagem no inquérito.
Hytalo e o marido, Israel Nata Vicente, foram presos por ordem da Justiça da Paraíba. Eles respondem por suspeitas de tráfico de pessoas, exploração sexual infantil e violação do Estatuto da Criança e do Adolescente. A prisão aconteceu após denúncias sobre a chamada “Casa do Hytalo” e a divulgação de vídeos que mobilizaram autoridades e fiéis.
A disputa do templo
Renálida afirma que recebeu o templo em Cabedelo como doação de Hytalo para a sua Igreja Pentecostal Templo de Milagres. A pastora diz que foi impedida de acessar o espaço e que chegou a ter objetos retirados do local sem consentimento.
Nos autos, Hytalo contesta a versão e sustenta que o imóvel foi adquirido por ele, mas registrado em nome da igreja. O processo está em andamento desde 2024 e já teve liminares favoráveis à pastora, que retomou a posse neste ano.
Pastora apagou tatuagem
A relação próxima entre os dois também chamou atenção. Renálida tatuou o nome de Hytalo no corpo, mas apagou a marca em 2025, declarando que se arrependeu da exposição. Em entrevistas e transmissões ao vivo, ela disse ter “se afastado do influenciador” após os primeiros escândalos.
Repercussão
Líderes religiosos na Paraíba se dividem sobre a participação de Renálida. Parte afirma que ela foi enganada; outra vê indícios de envolvimento consciente. O pastor Zé Barbosa declarou que “há mais pessoas ligadas ao esquema” e que a rede de influência de Hytalo era ampla.
Especialistas em direito avaliam que o caso pode configurar crimes como apropriação indébita, estelionato e até infrações ao ECA, dependendo das provas.
Próximos passos
O Ministério Público da Paraíba analisa documentos, registros financeiros e depoimentos de testemunhas, incluindo adolescentes. Não há decisão final e nem novas prisões decretadas até agora.