Preços do dia: batata-doce e couve-flor sobem nas Ceasas; arroz e feijão mantêm tendência de estabilidade

Preços do dia: batata-doce e couve-flor sobem nas Ceasas; arroz e feijão mantêm tendência de estabilidade
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 22 de setembro de 2025 5

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou, por meio do painel Prohort, os preços diários de hortaliças comercializadas nas principais Centrais de Abastecimento do país. Na praça de Goiânia, referência para o Tocantins, os dados de 19 de setembro indicam alta em dois produtos de grande consumo: batata-doce e couve-flor.

Segundo a Ceasa-GO, a batata-doce (caixa de 24 kg) foi comercializada entre R$ 40 e R$ 60, com preço mais comum em R$ 50. Já a couve-flor (dúzia, emb. 18) variou de R$ 50 a R$ 70, com referência em R$ 60. Em Brasília, as cotações da Ceasa-DF mostram comportamento semelhante, reforçando o encarecimento em parte das hortaliças.

Nos grãos, a variação é menor. O arroz em casca no Rio Grande do Sul, principal produtor nacional, foi cotado a R$ 61,89 por saca de 50 kg em 19 de setembro, segundo o indicador CEPEA/Esalq. O feijão carioca em Goiás apresentou preços médios de R$ 246,08 no Centro-Noroeste, R$ 241,68 no Leste e R$ 212,50 no Sul do estado, conforme o CEPEA.

Contexto e tendência

De acordo com o Resumo Executivo Semanal do Prohort, a alta em produtos como couve-flor está associada à redução de oferta causada por oscilações climáticas recentes. Já a batata-doce, apesar de ser cultivada em diversas regiões, sofre impacto de frete e logística, o que pressiona os preços no atacado.

Nos grãos, a estabilidade decorre da chegada da nova safra e de políticas de regulação. O governo federal anunciou R$ 300 milhões em contratos de opção de venda de arroz para apoiar produtores e dar previsibilidade ao setor. O feijão, por sua vez, mantém equilíbrio, com o feijão preto registrando estabilidade em São Paulo, segundo o 12º Levantamento da Safra da Conab.

Pauta analítica

A leitura dos dados aponta para um movimento de pressão inflacionária localizada em hortaliças, impactando o consumidor nas próximas semanas, sobretudo no atacado. Já o arroz e o feijão, base da cesta alimentar, estão sob monitoramento constante: o governo busca evitar oscilação brusca de preços e garantir abastecimento.

O desafio está em equilibrar as cadeias: hortaliças sofrem efeito imediato de clima e frete; os grãos, de estoques e exportações. A Conab, com seus boletins hortigranjeiros, sinaliza que as próximas semanas podem trazer queda gradual em alguns itens conforme normalização de colheitas, mas ainda com volatilidade em regiões de clima instável.

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