Setembro Mental: “De nada serve se não tiver o corpo a corpo”
As ações do Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção do suicídio, voltam a destacar que palestras e campanhas públicas são importantes, mas não suficientes. Especialistas em saúde mental, entidades como o CVV e gestores públicos afirmam que rodas de conversa, acolhimento presencial e apoio comunitário são fundamentais para fazer diferença na vida de quem sofre em silêncio.
A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás lançou a campanha 2025 com o slogan “Se precisar, peça ajuda”, reforçando a valorização da vida, o combate ao estigma e a importância do diálogo. No município de Santa Helena, por exemplo, a mobilização inclui a participação de unidades de saúde, CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) e encontros comunitários.
Para psicólogos, o corpo a corpo continua sendo decisivo. “A palestra informa, mas é a conversa olho no olho que acolhe. É isso que ajuda a romper o isolamento”, afirma a conselheira regional de psicologia consultada pela reportagem.
A Associação Brasileira de Psiquiatria, em parceria com o Conselho Federal de Medicina, destaca que o lema deste ano deve se traduzir em ações concretas: capacitação em escolas, envolvimento das famílias, formação de redes de apoio e acompanhamento psicológico contínuo.