Comissão aprova projeto relatado por Dorinha que regulamenta condutor de ambulância

Comissão aprova projeto relatado por Dorinha que regulamenta condutor de ambulância
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 26 de setembro de 2025 7

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou nesta quarta-feira (24) o projeto de lei que regulamenta a profissão de condutor de ambulância e reconhece oficialmente esses trabalhadores como integrantes da área da saúde. O texto, relatado pela senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), é o PL 2.336/2023 e segue agora para votação em Plenário em regime de urgência. A medida é considerada um marco para a categoria, que há anos reivindica reconhecimento e valorização dentro do sistema de saúde.

Para Dorinha, a aprovação do projeto representa um avanço significativo. “As mudanças aprimoram os requisitos de ingresso e permanência na carreira, equilibrando exigências de escolaridade, idade e capacitação técnica com a possibilidade de atualização periódica por meio de regulamentação”, afirmou a senadora ao defender o parecer. A proposta estabelece padrões nacionais de conduta e cria parâmetros para garantir segurança aos pacientes e melhores condições de trabalho para os profissionais.

Entre os critérios para ingresso na carreira, o texto define idade mínima de 21 anos, ensino médio completo, habilitação nas categorias D ou E e a comprovação de treinamento específico, com obrigatoriedade de reciclagem a cada cinco anos. Os condutores terão um prazo de 60 meses, a partir da entrada em vigor da lei, para se adequar às exigências. A regulamentação também lista atribuições que vão além da condução do veículo, incluindo a condução adequada ao quadro clínico do paciente, o apoio em procedimentos de suporte básico de vida, o contato permanente com a central de regulação médica e a manutenção preventiva da ambulância.

Um dos pontos mais relevantes do projeto é o reconhecimento dos condutores de ambulância como parte integrante das equipes de saúde. Essa inclusão possibilita a acumulação de cargos públicos, desde que respeitadas as normas de compatibilidade de jornada e descanso previstas na legislação. Para entidades representativas da categoria, esse reconhecimento traz impacto direto na valorização dos profissionais, que passam a ter direitos e deveres equiparados aos de outros trabalhadores da saúde.

A medida também repercute no âmbito da gestão do SUS. Ao fixar requisitos mínimos de qualificação, o projeto busca padronizar a atuação em todo o país, reduzindo disparidades regionais e assegurando qualidade na prestação do serviço. Atualmente, em muitos estados, não há critérios uniformes para ingresso, o que gera insegurança tanto para os profissionais quanto para pacientes que dependem do transporte de urgência.

A tramitação em regime de urgência no Senado acelera a análise do texto em Plenário, e a expectativa é de que o projeto seja votado ainda neste semestre. Caso aprovado, seguirá para sanção presidencial e poderá representar um novo patamar de reconhecimento para milhares de condutores que atuam em ambulâncias públicas e privadas em todo o Brasil.

O debate em torno da regulamentação da categoria também toca em questões políticas e sociais mais amplas. Ao mesmo tempo em que valoriza os profissionais, a proposta sinaliza para a sociedade que o transporte de pacientes é parte indissociável do atendimento em saúde, e não apenas uma atividade de apoio logístico. Para Dorinha, trata-se de um passo essencial para dar dignidade à profissão e fortalecer o sistema de saúde brasileiro.

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