Por 5 a 4, vereadores de Colméia seguem TCE e rejeitam contas de ex-prefeita Elzivan

Por 5 a 4, vereadores de Colméia seguem TCE e rejeitam contas de ex-prefeita Elzivan
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 26 de setembro de 2025 10

A rejeição das contas da ex-prefeita Elzivan Noronha pela Câmara Municipal de Colméia, por 5 votos a 4, abre uma nova frente de disputa no cenário político regional. A decisão seguiu o parecer do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que já havia recomendado a desaprovação das contas de 2018, e contou com o voto de desempate do presidente da Câmara, vereador Divininho.

Nos bastidores, o resultado é interpretado como uma derrota política para Elzivan, que vinha tentando reconstruir sua imagem após deixar a prefeitura. Com a rejeição, cresce a possibilidade de que enfrente inelegibilidade, o que a tiraria do jogo em 2026 e abriria espaço para novas lideranças locais se consolidarem. O desgaste repercute também em sua base, que agora precisa reavaliar estratégias para manter influência em Colméia.

A votação foi marcada por forte divisão entre vereadores e evidenciou a polarização local. Enquanto aliados de Elzivan argumentavam em favor de um novo exame das contas, a maioria optou por se alinhar ao parecer técnico do TCE. O episódio reforça a imagem da Câmara como fiel da balança, capaz de definir os rumos políticos da cidade. (Correio do Tocantins)

Outro ponto que chama atenção é o impacto regional. Colméia, embora pequena em população, tem peso simbólico por sua localização estratégica e pelo histórico de disputas intensas. A decisão contra Elzivan pode reconfigurar alianças, especialmente entre vereadores e lideranças estaduais que monitoram a movimentação local em busca de apoios para 2026.

Para analistas políticos, o caso mostra como decisões aparentemente técnicas ganham dimensão eleitoral em cidades do interior. Ao mesmo tempo em que o parecer do TCE pautou a rejeição, pesaram também disputas de influência, interesses futuros e a necessidade de vereadores se posicionarem diante do eleitorado.

O futuro político de Elzivan Noronha ainda dependerá de recursos judiciais e articulações, mas o recado está dado: em Colméia, a Câmara mostrou força e os bastidores já tratam a rejeição como divisor de águas para a sucessão municipal.

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