Palmas está entre as 22 capitais que tiveram redução na cesta básica em setembro

Palmas está entre as 22 capitais que tiveram redução na cesta básica em setembro
Crédito: Secom-Palmas
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 10 de outubro de 2025 7

Palmas registrou uma das maiores reduções no custo da cesta básica do país em setembro, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (9) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
A capital tocantinense apresentou queda de 5,91%, impulsionada pela diminuição dos preços do tomate e do feijão carioca — dois dos 12 itens monitorados pela pesquisa.

Cenário nacional

Das 27 capitais analisadas, 22 registraram redução no custo da cesta básica em setembro. As quedas mais expressivas ocorreram em Fortaleza (-6,31%), Palmas (-5,91%), Rio Branco (-3,16%), São Luís (-3,15%) e Teresina (-2,63%).

Os menores valores médios foram observados nas capitais Aracaju (R$ 552,65), Maceió (R$ 593,17) e Salvador (R$ 601,74). Já o maior custo foi registrado em São Paulo, onde a cesta chegou a R$ 842,26 — diferença de quase 300 reais em relação à capital sergipana.

Para o presidente da Conab, Edegar Pretto, o resultado reflete o impacto direto das políticas públicas de abastecimento e apoio à agricultura familiar:

“A redução do custo da cesta básica em boa parte das capitais é sinal de que as políticas de abastecimento e apoio à produção de alimentos estão funcionando. Nosso objetivo é garantir transparência nos preços e comida de qualidade a preços justos na mesa das famílias brasileiras”, destacou.

Itens em destaque

Tomate — O produto apresentou queda em 26 das 27 capitais entre agosto e setembro. Palmas teve a maior redução do país (-47,61%), resultado do aumento da oferta com a colheita da safra nacional. Apenas Macapá registrou alta, de 4,41%.

Feijão carioca — Também teve retração, contribuindo para a redução geral da cesta. A maior oferta no mercado interno e o clima favorável à colheita impactaram diretamente as cotações.

Arroz — O arroz agulhinha ficou mais barato em 25 cidades, com destaque para Natal (-6,45%), Brasília (-5,33%) e João Pessoa (-5,05%). A safra recorde de 2024/25 manteve o abastecimento interno elevado. Em Palmas, o preço permaneceu estável.

Açúcar — O preço caiu em 22 capitais, com variação entre -17,01% em Belém e -0,26% em São Luís, influenciado pela alta produção nas usinas do Sudeste e pela maior oferta internacional. Em Goiânia e João Pessoa, houve leves altas.

Café em pó — Redução em 14 capitais, com destaque para o Rio de Janeiro (-2,92%) e Natal (-2,48%). Mesmo com a valorização do grão no mercado externo, o consumo doméstico menor pressionou os preços para baixo.

Batata — Registrou queda em dez capitais, principalmente Brasília (-21,06%) e Porto Alegre (-3,54%), devido à colheita da safra de inverno. Apenas Belo Horizonte teve alta (3,07%).

Carne bovina — Apresentou variações divergentes: caiu em 11 capitais e subiu em 16. As maiores quedas ocorreram em Macapá (-2,41%) e Natal (-1,13%), enquanto Vitória teve a maior alta (4,57%).

Tendência trimestral

O levantamento também comparou os preços do trimestre julho–setembro de 2025, indicando queda em 25 das 27 capitais.
A maior redução foi em Fortaleza (-8,96%), seguida de São Luís (-6,51%), Recife (-6,41%) e João Pessoa (-6,07%).
As únicas altas no período ocorreram em Macapá (+0,94%) e Campo Grande (+0,63%).

Ampliação da pesquisa

A parceria entre Conab e Dieese ampliou a coleta de dados de 17 para 27 capitais brasileiras em 2025, dentro da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e da Política Nacional de Abastecimento Alimentar.
Os primeiros resultados com cobertura nacional começaram a ser divulgados em agosto, com base nas coletas de julho.

O estudo faz parte da estratégia do governo federal para monitorar os preços de alimentos básicos, fortalecer a transparência no abastecimento e permitir respostas rápidas à inflação alimentar.

 Cesta básica – capitais com redução em setembro

  1. Fortaleza (-6,31%)

  2. Palmas (-5,91%)

  3. Rio Branco (-3,16%)

  4. São Luís (-3,15%)

  5. Teresina (-2,63%)

  6. Recife (-2,51%)

  7. João Pessoa (-2,45%)

  8. Belém (-2,31%)

  9. Salvador (-1,92%)

  10. Maceió (-1,74%)

  11. Natal (-1,69%)

  12. Porto Alegre (-1,63%)

  13. Belo Horizonte (-1,52%)

  14. Curitiba (-1,39%)

  15. Brasília (-1,12%)

  16. Boa Vista (-1,08%)

  17. Vitória (-0,97%)

  18. Goiânia (-0,91%)

  19. Cuiabá (-0,87%)

  20. Aracaju (-0,75%)

  21. Campo Grande (-0,58%)

  22. Manaus (-0,43%)

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