Guilherme Boulos assume Secretaria-Geral da Presidência da República no lugar de Márcio Macêdo
Lula confirma que nomeação de Boulos será publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira
Por Ricardo Fernandes | Diário Tocantinense– Brasília (DF) — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou nesta segunda-feira (20) que o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) será o novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, em substituição a Márcio Macêdo (PT-SE). Segundo o presidente, a nomeação oficial será publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta terça-feira (21).
A mudança ocorre em um momento de ajustes políticos dentro do governo federal e reforça a aproximação do Palácio do Planalto com o PSOL, partido aliado na base governista.
Transição e confiança política
Durante conversa com jornalistas no Palácio do Planalto, Lula destacou a importância de Boulos na construção de políticas sociais e afirmou que a escolha “representa renovação e diálogo com as novas gerações progressistas”.
“O Boulos é um quadro preparado, comprometido com o povo e com o país. Ele vai dar continuidade a um trabalho importante de articulação social e política que a Secretaria-Geral desempenha”, disse o presidente.
Márcio Macêdo, que ocupava o cargo desde o início do governo, deverá reassumir funções partidárias no PT, após contribuir com a reestruturação da relação entre o Executivo e os movimentos sociais.
Função estratégica no governo
A Secretaria-Geral da Presidência da República é responsável por coordenar o diálogo entre o governo federal e a sociedade civil, além de articular políticas voltadas à participação popular, conselhos nacionais e ações interministeriais.
Com o novo posto, Boulos passa a integrar o núcleo político direto do presidente Lula, ao lado de ministros como Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais) — consolidando seu papel como uma das principais lideranças da esquerda nacional.
Projeção política e próximos passos
Com a ida ao Planalto, Boulos deverá se licenciar do mandato de deputado federal, abrindo espaço para seu suplente, enquanto fortalece sua presença na estrutura de governo.
A nomeação é vista como um movimento estratégico de Lula para ampliar a base de apoio e preparar terreno político para as eleições de 2026.
O anúncio também reforça a aproximação entre PT e PSOL, após uma série de agendas conjuntas em temas como moradia, sustentabilidade e combate à desigualdade.