Editorial: Quando o político fecha a porta ao jornalismo, ele fecha a porta para o eleitor
A política tocantinense vive um momento curioso: enquanto alguns falam em transparência, outros preferem a escuridão conveniente. A proximidade das eleições municipais e, na sequência, da disputa estadual de 2026 deveria reforçar o compromisso com o diálogo público. Porém, o que se vê com frequência é o oposto: autoridades escolhendo bloquear veículos de imprensa ou simplesmente desaparecer quando são questionadas.
Esse comportamento diz mais sobre o político do que ele imagina.
No Tocantins, casos recentes chamam atenção. A deputada Vanda Monteiro não responde, não atende, não esclarece — e ainda bloqueia. O deputado federal, Alexandre Guimarães, que pretende ser candidato ao Senado ou ao governo como 3ª via em vez de diálogo, optou por cortar contato com a imprensa. Olyntho Neto não atende. E eles não estão sozinhos nessa lista que cresce mais do que deveria.(espaço aberto para manifestação dos citados)
Democracia não funciona no modo silencioso
Quando uma autoridade pública se recusa a dialogar com jornalistas, ela não está ignorando o repórter — está ignorando o eleitor. Jornalismo não existe para bajular ninguém. Serve para questionar, investigar, esclarecer. Serve para levar respostas a quem paga impostos e sustenta o próprio cargo do político que agora tenta se esconder.
O que um gestor tem a temer de uma simples pergunta?
Liberdade de imprensa não é gentileza — é lei
O direito de informar e ser informado está na Constituição e não depende do humor de quem ocupa mandato. O político não atende imprensa porque gosta de jornalista. Ele atende porque deve. Quem não suporta o contraditório demonstra que não está pronto para liderar.
Se nesse momento pré-eleitoral já há quem fuja do diálogo, imagine depois de eleito.
Política é feita olhando nos olhos
A relação entre imprensa e poder público nunca foi — e nunca será — confortável. E está tudo bem. O desconforto é parte essencial da democracia.
O que não é aceitável é o silêncio estratégico, o sumiço calculado, o “não vi, não ouvi, não respondo”.
A política da boa vizinhança é importante.
Mas a política da responsabilidade pública é obrigatória.
O alerta está dado
O Diário Tocantinense seguirá:
• cobrando quem deve explicações
• registrando quem responde e quem foge
• mantendo espaço aberto para todas as versões
• defendendo o direito do cidadão à informação
E para quem insiste em bloquear e ignorar:
📌 Se o político fecha a porta ao jornalismo hoje,
fechará a porta ao eleitor amanhã.
A história sempre encontra um jeito de expor quem tentou se esconder.