STF pode decidir a qualquer momento sobre retorno de Wanderlei Barbosa ao governo do Tocantins

STF pode decidir a qualquer momento sobre retorno de Wanderlei Barbosa ao governo do Tocantins
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 26 de outubro de 2025 37

O destino político do Tocantins voltou ao centro da disputa jurídica e institucional em Brasília. O recurso que pode devolver o comando do Estado ao governador afastado Wanderlei Barbosa está concluso no Supremo Tribunal Federal (STF) desde o dia 20 de outubro, aguardando decisão do ministro Nunes Marques. A análise pode ocorrer a qualquer momento e tem potencial para alterar completamente o quadro político do Estado às vésperas das eleições de 2026.

O processo busca reverter o afastamento determinado pela Justiça e garantir o retorno imediato de Barbosa ao Palácio Araguaia. A defesa alega que a medida foi desproporcional e que o governador tem colaborado com todas as investigações.

A ação chegou ao STF em setembro e já passou por diferentes etapas. O habeas corpus foi inicialmente negado pelo ministro Edson Fachin, sob o argumento de que o pedido não atendia aos requisitos legais. Em seguida, o caso foi redistribuído ao ministro Luís Roberto Barroso, que manteve a decisão anterior em 10 de outubro, negando seguimento à ação.

Inconformada, a defesa apresentou agravo regimental para nova análise. O processo, então, foi encaminhado ao ministro Nunes Marques, que assumiu a relatoria. Desde 20 de outubro, o caso está concluso para decisão, conforme o artigo 38 do Regimento Interno do STF — o que significa que o processo está pronto para despacho e pode ser decidido a qualquer momento.

Nos bastidores políticos, o clima é de expectativa. Uma eventual decisão favorável poderia devolver o comando do Estado a Wanderlei Barbosa e redesenhar o mapa de alianças políticas no Tocantins. Já adversários avaliam que a reversão poderia acirrar a instabilidade institucional e reabrir disputas internas na base governista.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) já se manifestou no processo, e o gabinete do ministro Nunes Marques deve concluir a análise nos próximos dias. A ação tramita sob sigilo judicial, o que impede a divulgação de detalhes sobre o conteúdo dos recursos.

Procurada pelo Diário Tocantinense, a equipe de defesa de Wanderlei Barbosa não respondeu aos questionamentos até o fechamento desta edição.

Enquanto o Supremo não se pronuncia, o Tocantins permanece em compasso de espera — e o futuro político do Estado segue dependendo de uma decisão que pode sair a qualquer momento.

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