Exames antecipam diagnóstico de Alzheimer, doença progressiva que afeta memória e comportamento

Exames antecipam diagnóstico de Alzheimer, doença progressiva que afeta memória e comportamento
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 31 de outubro de 2025 13

doença de Alzheimer, condição neurodegenerativa que representa entre 60% e 70% dos casos de demência no Brasil, atinge cerca de 2 milhões de pessoas e registra 300 mil novos diagnósticos por ano, segundo o Relatório Nacional sobre Demência 2024 do Ministério da Saúde. A maioria dos casos ocorre em pessoas com mais de 70 anos, mas profissionais da saúde alertam para a importância do diagnóstico precoce para ampliar o acompanhamento clínico, o cuidado com o paciente e o planejamento familiar.

De acordo com a médica geneticista Rosenelle Araújo, integrante da equipe de genômica do Sabin Diagnóstico e Saúde, o diagnóstico de Alzheimer é essencialmente clínico, mas pode ser complementado por exames de neuroimagem, testes neuropsicológicos, e, cada vez mais, por testes genéticos e pesquisa de biomarcadores. Segundo a especialista, “os exames auxiliam na precisão diagnóstica e permitem afastar ou confirmar hipóteses em pacientes sintomáticos, além de identificar casos raros de origem genética”.

Exames que ajudam no diagnóstico precoce

A médica destaca três tipos de exames como ferramentas complementares no diagnóstico da doença:

  • Pesquisa do gene APOE: análise genética que identifica variantes associadas ao aumento do risco de desenvolvimento da doença, principalmente quando a pessoa herda duas cópias da variante de risco — uma de cada progenitor. A presença dessas variantes não determina que a doença irá se manifestar, mas indica risco elevado.

  • Painel genético para doenças neurodegenerativas: indicado em investigações mais amplas, especialmente em casos familiares ou de início precoce. Esse recurso sequencia múltiplos genes e auxilia em diagnósticos diferenciais de demências.

  • Exame PrecivityAD2: exame de sangue baseado em espectrometria de massa capaz de identificar biomarcadores da doença ainda em estágios iniciais. É indicado para pacientes acima de 55 anos com sinais de comprometimento cognitivo.

Essas ferramentas, conforme explica Rosenelle, não substituem o diagnóstico clínico, mas oferecem apoio à decisão médica, especialmente no prognóstico e no manejo terapêutico.

Por que o diagnóstico precoce importa

Entre os sinais associados ao Alzheimer estão perda de memória recente, desorientação no tempo e no espaço, dificuldade de comunicação, e mudanças de humor ou comportamento, como irritabilidade e desconfiança. Ao perceber esses sintomas, médicos reforçam a necessidade de investigação imediata, pois a detecção precoce ajuda a retardar o avanço da doença, organizar o cuidado familiar e oferecer melhores condições de vida ao paciente.

Sabin no Tocantins

O Sabin Diagnóstico e Saúde, presente no Tocantins desde 2012, oferece esses exames em unidades de Palmas, Porto Nacional, Paraíso, Gurupi, Guaraí e Colinas. Com 358 unidades em 14 estados, o grupo diz atender cerca de 7 milhões de clientes ao ano, com serviços que incluem análises clínicas, vacinação e testes genéticos. Mais informações estão no site oficial do Grupo Sabin.

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