Grupo de Dorinha avança pelo interior e consolida capital político com prefeitos das maiores cidades do Tocantins

Grupo de Dorinha avança pelo interior e consolida capital político com prefeitos das maiores cidades do Tocantins
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 31 de outubro de 2025 3

A senadora Professora Dorinha Seabra (União Brasil) ampliou sua capilaridade no interior do Tocantins e consolidou um eixo de sustentação nas maiores cidades do estado, movimento que redesenha o tabuleiro para 2026. O apoio do chamado G5+ — prefeitos de Palmas, Araguaína, Gurupi, , Porto Nacional e Paraíso do Tocantins — foi reafirmado ao longo de 2025, com atos públicos, reuniões e viagens ao interior, e hoje representa um contingente que supera 40% do eleitorado tocantinense quando consideradas essas cinco cidades principais.

Prefeitos no centro da articulação

A ancoragem municipal do projeto passa por Eduardo Siqueira Campos (Palmas), Wagner Rodrigues (Araguaína), Josi Nunes (Gurupi), Ronivon Maciel (Porto Nacional) e Celso Morais (Paraíso). Em agendas recentes, também se conecta ao entorno de Colinas do Tocantins. O grupo se apresenta como fórum de pauta municipalista para infraestrutura, educação e serviço público, e vem defendendo publicamente a senadora como “nome ideal” para liderar um projeto de desenvolvimento com lastro técnico e interlocução federativa.

Interiorização e presença política

Paralelamente à base urbana, a senadora intensificou sua agenda no interior por meio de inaugurações, encontros com lideranças e participação em eventos culturais. Em uma só semana, percorreu municípios como São Bento, Wanderlândia, Colinas do Tocantins e Guaraí, entregando obras e estreitando vínculos com prefeitos. No fim de outubro, comprometeu-se com uma nova rodada de emendas voltadas a educação, infraestrutura e turismo em municípios de pequeno e médio porte.

Estratégia e correlação de forças

A coordenação política do G5+ atribui à senadora o papel de ponte entre o Tocantins e Brasília, e a lidera como representante de um projeto municipalista estruturado. Em agosto, após movimentações internas, o bloco anunciou que intensificaria ações em apoio à senadora e repudiou tentativas de “plantar intrigas” entre os gestores — indicativo da coesão do grupo em um ambiente competitivo.

Analistas destacam que a manutenção do apoio de Eduardo Siqueira Campos em Palmas funciona como pilar simbólico e eleitoral para todo o Estado, ao reorganizar alianças nas praças principais e irradiar influência para o entorno. O efeito combinado — capitais regionais + interior organizado — coloca a senadora como polo de atração para prefeitos e vereadores em busca de rede política.

O que observar nos próximos meses

  • Agenda estruturada: novas viagens ao interior com entregas e convênios aumentam a exposição dos parceiros políticos.

  • Prefeituras-chave: o desempenho administrativo e político nas maiores cidades seguirá como termômetro para a disputa estadual, inclusive na formação de palanques e coligações.

  • Alianças federativas: a capacidade de intermediar recursos e programas nacionais continua sendo peça central na narrativa de competência.

Síntese: o grupo da senadora combina base municipal robusta nas maiores cidades com interiorização das entregas e interlocução em Brasília — tripé que, se mantido, pode converter presença territorial em capital político competitivo para a largada eleitoral de 2026.

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