Overclean: Edinho Fernandes é detido por fraude bilionária com dinheiro público

Overclean: Edinho Fernandes é detido por fraude bilionária com dinheiro público
Crédito: Divulgação
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 31 de outubro de 2025 26

A Polícia Federal prendeu, na manhã desta sexta-feira (31), Éder Martins Fernandes, conhecido como Edinho Fernandes, durante a 8ª fase da Operação Overclean. Ele é acusado de atuar como operador central em um esquema de corrupção que teria movimentado aproximadamente R$ 1,4 bilhão em contratos públicos superfaturados, principalmente no setor educacional do Tocantins.

A ação cumpre mandados em Palmas (TO), Gurupi (TO), Brasília (DF) e São Paulo (SP), todos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Além de Edinho, também são alvos do desdobramento da operação Claudinei Aparecido Quaresemin, Itallo Moreira de Almeida e o advogado Luiz Cláudio Freire de Souza França.

Suposto esquema com contratos milionários

As investigações apontam que Edinho teria participado de uma engrenagem criminosa que direcionava contratos públicos, manipulava processos licitatórios e autorizava pagamentos a empresas suspeitas de serem utilizadas para lavagem de dinheiro e retorno de propina.

Os investigadores afirmam que o grupo atuava com empresas de fachada, superfaturamento expressivo — chegando a 660% em serviços de dedetização — e desvio de recursos vinculados a emendas parlamentares e contratos da Educação.

Com trânsito direto em setores estratégicos e influência administrativa, Edinho ocupou função-chave no sistema educacional tocantinense, responsável por decidir prioridades, liberar recursos e validar pagamentos milionários.

Tentativa de obstrução

Segundo a PF, há indícios de que Edinho e o comparsa Danilo Pinto da Silva teriam tentado monitorar movimentos da Polícia Federal para antecipar medidas e dificultar o avanço das investigações — fato que reforçou a atuação policial nesta fase da operação.

Impacto na Educação

O caso envolve recursos públicos que deveriam ser aplicados na estrutura escolar, formação de estudantes e programas educacionais, mas que, conforme apontam os investigadores, foram desviados para beneficiar interesses privados e estruturas políticas.

A Operação Overclean segue em andamento, e a PF afirma que as prisões desta sexta-feira podem representar apenas o início da responsabilização de outros nomes envolvidos no núcleo de articulação do esquema.

Posicionamento

A reportagem do Diário Tocantinense deixa aberto o espaço para manifestação de Edinho Fernandes e demais citados na investigação.

Contato: redacao@diariotocantinense.com.br

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