Brasil cria 1,7 milhão de empregos com carteira assinada em nove meses, diz governo

Brasil cria 1,7 milhão de empregos com carteira assinada em nove meses, diz governo
Brasileiros conferem vagas com carteira assinada em painel de emprego; país abriu 1,7 milhão de postos formais entre janeiro e setembro, segundo dados oficiais do Ministério do Trabalho.
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 1 de novembro de 2025 4

O Brasil alcançou um saldo de 1,7 milhão de empregos com carteira assinada entre janeiro e setembro de 2025, informou o Ministério do Trabalho e Emprego ao divulgar os dados do Novo Caged. O número, que considera as admissões e desligamentos formais, elevou o total de vínculos ativos a um recorde de 48,9 milhões.

No mês de setembro, foram criadas 213.002 vagas — resultado de 2.292.492 admissões contra 2.079.490 desligamentos. É o nono mês seguido de saldo positivo no ano, com todas as unidades da federação registrando geração de emprego formal, além dos cinco setores econômicos medidos: Serviços, Indústria, Comércio, Construção e Agropecuária.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, destacou que o resultado de setembro superou até as previsões do mercado. “Os especialistas projetaram no máximo 175 mil vagas, e o número oficial foi de 213 mil. A economia real está em alta”, afirmou.

Serviços lideram geração de vagas formais

O setor de Serviços segue como principal motor do emprego formal em 2025, com 106.606 vagas criadas em setembro e 773.385 no acumulado do ano. Em seguida aparecem Indústria (43.095 no mês e 273.231 no ano), Comércio (36.280 no mês), Construção (23.855) e Agropecuária (3.167).

O salário médio real de admissão ficou em R$ 2.286,34. Segundo dados oficiais, o ritmo de contratações também se mantém constante em empresas de médio e grande porte nas áreas de educação, transporte, atendimento remoto e tecnologia.

Reportagens anteriores do Diário Tocantinense já haviam apontado que o setor de serviços permaneceu como o que mais contratou no Tocantins em 2025, com destaque para Palmas, Araguaína e Gurupi, que concentram polos logísticos e educacionais no estado.

Perfil dos contratados e distribuição por regiões

Entre os grupos populacionais avaliados, o saldo de setembro foi mais expressivo entre homens, com 117.145 novos vínculos, e mulheres, com 95.857. No recorte etário, jovens de 18 a 24 anos lideraram as contratações: 110.953 vagas foram preenchidas por esse grupo em setembro. Eles foram seguidos por adolescentes de até 17 anos, que ocuparam 31.105 vagas — juntos, somando 67% do total do mês.

Em relação à escolaridade, pessoas com nível médio completo representaram a maior parte das admissões: 142.789 contratados em setembro. O recorte racial mostra predominância de pessoas pardas (156.079), seguidas de brancas (51.719) e pretas (28.521).

No ranking dos estados, São Paulo aparece no topo com 49.052 contratações no mês, seguido por Rio de Janeiro (16.009) e Pernambuco (15.602). Entre os maiores crescimentos proporcionais, destaque para Alagoas (+3%), Sergipe (+1,7%) e Paraíba (+1,1%).

Nas regiões, o Sudeste liderou a geração de vagas em setembro (80.639), seguido por Nordeste (72.347), Sul (27.302), Norte (18.151) e Centro-Oeste (14.569).

No Tocantins, cidades como Palmas e Araguaína seguiram a tendência nacional com saldo positivo no setor de serviços e comércio, como já apontado pelo Diário Tocantinense em matéria sobre o mercado regional.

Quadro nacional aponta recuperação econômica

Desde janeiro de 2023, o país acumula a criação de 4,8 milhões de empregos formais, ritmo que indica estabilidade no volume de contratações e recuperação gradual do mercado de trabalho formalizado. Para o governo federal, os dados do Caged revelam que a economia mantém capacidade de absorção de mão de obra e que políticas de incentivo ao consumo e crédito seguem em curso.

Os números do Caged são calculados a partir das declarações obrigatórias de empregadores com vínculo celetista e representam um dos termômetros oficiais do comportamento do mercado de trabalho formal no país.

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