Operação Overclean: PF mira ex-secretários da gestão Wanderlei e políticos em nova fase da investigação, diz Metrópoles
Polícia Federal cumpre mandados em três estados e amplia apuração sobre fraudes, propinas e desvio de verbas públicas
A Polícia Federal deflagrou uma nova fase da Operação Overclean, com mandados de busca e apreensão em São Paulo, Tocantins e Distrito Federal, ampliando a investigação sobre um esquema de corrupção que envolve ex-secretários, empresários e agentes políticos.
De acordo com informações do Metrópoles, a ação faz parte do ciclo de apurações iniciadas em 2024 e tem como alvo Danilo de Azevedo Costa, atual secretário de Educação de Sumaré (SP) e ex-titular da mesma pasta no Tocantins.
A operação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), busca desarticular uma organização criminosa suspeita de fraudar licitações e desviar recursos de emendas parlamentares. Segundo a PF, os valores movimentados ultrapassam R$ 1,4 bilhão em contratos investigados desde o início das diligências.
Quem são os investigados
Além de Danilo Costa, o Metrópoles confirmou que outros nomes ligados a gestões públicas em diferentes estados também são alvos de mandados:
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Claudinei Aparecido Quaresemin, ex-secretário extraordinário de Parcerias e Investimentos do Tocantins;
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Éder Martins Fernandes (Edinho), ex-secretário-executivo de Educação, preso na última semana;
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Itallo Moreira de Almeida, ex-diretor da Secretaria Municipal de Educação de Goiânia;
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Luiz Cláudio Freire de Souza França, advogado e atual secretário-geral do Podemos.
Eles são investigados pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, fraude em licitações e lavagem de dinheiro.
Operação em expansão
Segundo a Polícia Federal, esta é a 8ª fase da Overclean, que já resultou em prisões, bloqueios de bens e sequestros de valores desde 2024.
Nesta etapa, os agentes cumpriram mandados em Sumaré (SP), Palmas (TO), Gurupi (TO) e Brasília (DF).
O foco da investigação é rastrear empresas e contratos supostamente usados para desviar recursos públicos e financiar o pagamento de propinas por meio de repasses de emendas parlamentares.
Próximos desdobramentos
Fontes ligadas ao caso afirmam que novas diligências estão previstas ainda para novembro, com a possibilidade de novos pedidos de prisão e bloqueio de contas bancárias. A PF reforça que a investigação permanece sob sigilo e que as provas colhidas nesta etapa deverão ser encaminhadas ao Supremo Tribunal Federal para análise.
Os advogados dos investigados podem se manifestarem sobre o caso o espaço está aberto.