Vereadores de Colinas rompem o silêncio: “O prefeito perdeu o respeito e agora quer conversa?”
Após meses de embates e denúncias, Legislativo mantém posição firme e acusa Kasarin de isolamento e desespero político.
Em meio a um dos momentos mais delicados da política colinense, o prefeito Kasarin (União Brasil) tenta reatar laços com a Câmara Municipal após ver sua base ruir e o desgaste público aumentar. Nos bastidores, o movimento é visto como uma tentativa tardia de recompor alianças e conter o avanço de um processo de impeachment que ameaça o seu mandato.
A iniciativa, articulada com apoio de lideranças estaduais como a deputada Vanda Monteiro, o deputado federal Carlos Gaguim e a senadora Dorinha Seabra, previa um encontro com o presidente da Câmara, Augusto Agra, e demais vereadores. O objetivo seria abrir um canal de diálogo e “baixar o tom” das disputas políticas.
Mas a reação do Legislativo foi dura. Um grupo de dez vereadores divulgou posicionamento conjunto, afirmando que “tentou-se por muito tempo um diálogo respeitoso e republicano com o prefeito, que sempre respondeu com autoritarismo, intransigência e belicismo político”. A nota encerra com uma frase que repercutiu entre aliados e opositores: “Não há possibilidade de diálogo”
Para os parlamentares, a nova postura do prefeito não representa um gesto de reconciliação, mas sim um movimento de sobrevivência política. “O prefeito perdeu o respeito, desfez pontes e agora quer conversa? A cidade está cansada de discursos e atitudes centralizadoras”, resumiu um dos vereadores que compõem a oposição.
O diagnóstico é unânime dentro da Casa: Kasarin governa isolado, em permanente conflito com os poderes e distante das prioridades do povo. O Legislativo, sob comando de Augusto Agra, reafirma a autonomia da Câmara e o compromisso com a legalidade institucional.
Enquanto o prefeito busca retomar fôlego político, os vereadores seguem firmes em manter a independência e a coerência diante de um governo que, segundo eles, “transformou o diálogo em trincheira”. O desfecho da crise promete definir o rumo político de Colinas nas próximas semanas.
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