Hora da Fama | Patrick Henrique: do samba da Vai-Vai ao pagode autoral que conquista São Paulo

Hora da Fama | Patrick Henrique: do samba da Vai-Vai ao pagode autoral que conquista São Paulo
Crédito: Veloso Press
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 8 de novembro de 2025 11

Ricardo Fernandes | Diário Tocantinense – Desde cedo, Patrick Henrique já respirava música. Nascido e criado no coração da escola de samba Vai-Vai, em São Paulo, ele cresceu cercado por ritmos, batuques e melodias. Foi nesse ambiente que aprendeu a reconhecer a força da arte e o poder de transformar emoções em música.
Mais tarde, a vivência na igreja evangélica, onde integrou uma orquestra, completou sua formação. “Minha base veio do samba e do gospel. A música sempre esteve comigo, desde menino. É parte de quem eu sou”, afirma o artista.

A paixão também é herança de família. Filho do percussionista Marcelo Bianca, que tocou com nomes como Arlindo Cruz, Raça Negra e Thobias da Vai-Vai, Patrick cresceu vendo o pai brilhar nos palcos. “Meu pai é minha maior referência. Um exemplo de dedicação e amor pela arte”, destaca.

Antes de seguir carreira solo, o cantor participou de projetos importantes, como o grupo Elas Cantam, ao lado de Paula Lima e Luciana Mello, e integrou o Sambalegria, nascido na Bela Vista, onde permaneceu por cinco anos. O grupo acabou com a pandemia, mas foi o ponto de virada que o impulsionou a se lançar como artista solo.

Hoje, Patrick Henrique constrói uma trajetória marcada por autenticidade e alegria. “Quero ser lembrado como o cara do sorriso bonito, do pagode astral. O menino do PH que canta com leveza e faz o público se sentir bem”, resume.

Entre suas composições autorais, estão as faixas “Iguaion Não Tem” e “Eu Chuto Meu Balde e Busco”, disponíveis nas plataformas digitais. A última, segundo ele, o representa por completo: “Fala de recomeço e superação. É sobre se reinventar, e isso tem muito a ver comigo neste momento”.

Um dos momentos mais marcantes de sua trajetória foi o show da Resenha do PH, realizado no bairro da Bela Vista. O evento gratuito reuniu mais de mil pessoas nas ruas do Bixiga. “Foi inesquecível. Tocar no meu bairro, com a minha gente, foi uma das maiores emoções da minha vida”, conta.

Agora, o cantor prepara novas músicas e sonha em levar o projeto Resenha do PH para outras cidades do Brasil — e, em especial, para o Tocantins.“Quero muito cantar em Tocantins! Levar meu show, conhecer o público e mostrar meu trabalho. Tenho certeza de que em breve isso vai acontecer.”

Com a agenda cheia de planos e o coração cheio de gratidão, Patrick segue firme no propósito de espalhar sua arte pelo país.
“Tudo o que faço é com amor e fé. Agradeço a Deus, à minha família e à minha assessora Giovanna, que acreditou em mim nesse novo momento. Vem muita coisa boa por aí”, garante.

Recado do artista: “Acreditem nos seus sonhos e nunca desistam. A vida sempre recompensa quem segue com verdade e coragem.”

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