Portelinhando Crônicas: Homenagem a Zé Gomes — O Poeta-Mor do Tocantins

Portelinhando Crônicas: Homenagem a Zé Gomes — O Poeta-Mor do Tocantins
Crédito: Poeta, músico e escritor José Gomes Sobrinho - Foto: Divulgação/Antônio Gonçalves
João PortelinhaPor João Portelinha 8 de novembro de 2025 24

Para homenagear Zé Gomes, neste momento em que ele completaria 90 anos, é preciso falar não apenas do homem, mas do que significa ser poeta.

A poesia é a arte de dar voz ao invisível — de transformar emoções, memórias e vivências em palavras que dançam, ecoam e permanecem. É o gesto de capturar o que escapa ao olhar comum: a alma das pessoas, o pulsar da terra e o sopro do tempo. Ele in memorian é pai do Senador Eduardo Gomes.

Ser poeta é, portanto, ser um tradutor da vida, um guardião da memória afetiva, um criador de sentidos. É enxergar o que muitos não veem, ouvir o que muitos não ouvem e dizer o que muitos não conseguem expressar.

E foi isso que Zé Gomes fez — e faz — por meio de sua obra e de seu espírito. Em cada verso, ele eternizou o Tocantins em formação, deu voz ao cerrado, aos rios, às esperanças e à simplicidade do povo. Seu legado é resistência cultural, é amor à palavra que constrói pontes entre gerações.

Por isso, dizemos Zé Gomes é — e não foi. Porque os poetas não morrem, apenas mudam de endereço. Eles continuam vivos em nossas memórias, nas páginas dos livros, nas canções e nas conversas de fim de tarde.

Viva Zé Gomes!
O poeta-mor do Tocantins.

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