Princípio de incêndio atinge gabinete no Tribunal de Justiça do Tocantins e força suspensão presencial das atividades

Princípio de incêndio atinge gabinete no Tribunal de Justiça do Tocantins e força suspensão presencial das atividades
Sede do Tribunal de Justiça do Tocantins, responsável pela gestão dos acordos diretos em precatórios publicados no edital de 2026.
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 8 de novembro de 2025 9

Um princípio de incêndio foi registrado na manhã desta sexta-feira (7/11) no gabinete do juiz convocado Márcio Barcelos, na sede do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO), em Palmas. O local era anteriormente ocupado pelo desembargador Helvecio de Maia Brito.

O fogo começou por volta das 7h40, antes do início do expediente, e foi prontamente combatido pelo Corpo de Bombeiros. De acordo com nota oficial do TJTO, não houve feridos. As chamas atingiram mobiliário e equipamentos do gabinete, sendo necessário isolar a área para avaliação de danos. Equipes de perícia trabalham para identificar a causa do incidente, que pode ter origem em sobrecarga elétrica ou falha em equipamentos.

Como medida preventiva, o tribunal decidiu suspender temporariamente as atividades presenciais na sede, que passarão a ser realizadas em regime de teletrabalho até que o local seja considerado seguro. Serviços ao público continuam funcionando por meio eletrônico.

Segurança estrutural e impacto operacional

O incêndio reacende o debate sobre infraestrutura e manutenção predial em órgãos públicos. Embora o fogo tenha sido contido rapidamente, o episódio expõe vulnerabilidades no sistema de segurança contra incêndio e a dependência do tribunal de sistemas digitais para continuidade dos serviços.

O momento é considerado crítico para o judiciário tocantinense, que enfrenta volume expressivo de processos e demandas antes do recesso de final de ano. A migração forçada para o teletrabalho pode causar lentidão no trâmite de ações, readequação de agendas de audiências e atrasos na expedição de documentos físicos.

Além dos magistrados, servidores administrativos e terceirizados também precisaram se adaptar às restrições temporárias. Profissionais que dependem de atuação presencial, como equipes de manutenção, limpeza e atendimento ao público, aguardam orientações sobre retorno ao prédio.

Pontos que seguem sob apuração

  • A extensão dos danos materiais no gabinete e em áreas adjacentes;

  • O tempo estimado para liberar o prédio para acesso público e interno;

  • A revisão dos protocolos de prevenção e combate a incêndios no tribunal;

  • Possíveis atrasos em audiências e prazos processuais durante o período remoto.

A administração do TJTO informou que novas atualizações serão divulgadas assim que a perícia técnica concluir o relatório preliminar e os setores internos organizarem o cronograma de retorno.

O princípio de incêndio no prédio do Tribunal de Justiça do Tocantins, embora controlado rapidamente, gerou um impacto imediato no funcionamento da Justiça Estadual. A situação escancara a importância de medidas preventivas de segurança predial, sobretudo em espaços que concentram informações sensíveis e órgãos essenciais para o funcionamento público.

Enquanto o prédio passa por inspeções e reparos, o desafio será manter a prestação de serviços sem comprometer a população, especialmente em um período de alta demanda judicial.

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