Câmara de Guaraí reage em sessão após áudio polêmico: “liberdade de expressão não autoriza ofensas” Marcelo Gris rebate e diz que vereador foi excluído por ser oposição

Câmara de Guaraí reage em sessão após áudio polêmico: “liberdade de expressão não autoriza ofensas” Marcelo Gris rebate e diz que vereador foi excluído por ser oposição
Crédito: Reprodução/ TV Câmara de Guaraí
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 10 de novembro de 2025 28

A polêmica política que movimenta Guaraí ganhou destaque após a Câmara Municipal reagir em sessão ordinária às declarações do comunicador e proprietário do Portal Guaraí Notícias, Marcelo Gris, que divulgou um áudio nas redes sociais com críticas duras a vereadores da base da prefeita.

Durante o áudio, Gris usa expressões consideradas ofensivas, chamando parlamentares de “abutres”, “covardes”, “lixos” e “carniceiros”. As falas provocaram reação imediata, e a Câmara divulgou, ainda na segunda-feira (10), uma nota de repúdio contra o comunicador.

Na nota e durante a sessão, o Legislativo afirmou que a liberdade de expressão “é um direito constitucional”, mas destacou que “não autoriza ofensas pessoais, ataques morais, difamações ou incitação ao ódio”.

Segundo os vereadores, o encontro mencionado por Gris — um café da manhã promovido pela prefeita — foi um evento interno, voltado apenas aos parlamentares da base de apoio. A ausência do vereador Adriano Carrasco, que se declara oposição, teria sido consequência natural por ele não fazer parte do grupo.

O texto reforça que as palavras usadas por Gris “ultrapassam os limites da ética, da civilidade e da lei”, e informa que os parlamentares afetados avaliam medidas jurídicas para preservar a imagem pública.

Marcelo Gris rebateu a nota e divulgou uma nova manifestação, afirmando: “Acompanho o Parlamento de Guaraí há 14 anos e nunca deixei de participar.

Nesta segunda-feira, 10 de novembro, critiquei reuniões realizadas de forma reservada, sem transparência com a população. Minha fala não foi pessoal, mas contra a postura submissa da Casa ao Executivo. Após me manifestar, fui informado de que serei processado, porém reafirmo: crítica política é um direito constitucional e não motivo para censura.”

O comunicador reafirmou que, a partir de agora, se considera oposição ao grupo político da prefeita e que seguirá cobrando transparência e diálogo entre os poderes.

A Câmara ainda não detalhou quais medidas pretende adotar, mas o tema dominou as discussões locais e dividiu opiniões nas redes sociais. Enquanto o Legislativo fala em “ataque à honra”, Gris sustenta que agiu por senso de justiça e defesa da democracia. O episódio reacendeu o debate sobre os limites entre crítica política e respeito às instituições públicas, especialmente quando o emissor é um comunicador com forte influência regional.

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