Após caso Felca, vereador Lucas Campelo defende ética na política e reforça debate sobre a adultização infantil em Araguaína

Após caso Felca, vereador Lucas Campelo defende ética na política e reforça debate sobre a adultização infantil em Araguaína
Vereador mais votado em Araguaína, já sonha com cadeira na Câmara Federal
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 12 de novembro de 2025 14

O vereador Lucas Campelo (União Brasil) voltou a se pronunciar sobre a necessidade de ética, responsabilidade e coerência nas decisões políticas de Araguaína, após a retomada das discussões em torno do caso Felca, episódio que revelou o uso de influência política sem vínculo formal na administração pública.

Campelo afirmou que o caso deve servir como lição de transparência e limite de poder, reforçando que a política “precisa voltar a ser exemplo para as famílias e para as crianças”. Segundo ele, o comportamento de quem exerce função pública reflete diretamente no ambiente social e educacional — o que motivou também a criação de sua mais recente iniciativa: a Lei Municipal de Prevenção da Adultização Infantil nas Escolas de Araguaína.

Aprovada pela Câmara e sancionada pelo Executivo, a lei de autoria do parlamentar institui uma política permanente para proteger o desenvolvimento infantil e combater práticas que antecipem comportamentos adultos nas escolas municipais.
Campelo explica que a proposta nasceu da preocupação com o tipo de mensagem que os gestores e educadores passam às novas gerações: “Precisamos cuidar das nossas crianças — e isso começa pelo exemplo dos adultos. Ética, responsabilidade e respeito devem ser valores ensinados na escola e praticados na política”, disse o vereador.

O caso Felca, segundo Campelo, expôs uma cultura de bastidor que precisa ser superada. Para ele, transparência e formação ética são pilares que devem andar juntos, tanto na administração pública quanto na educação.

A Lei da Adultização Infantil — proposta por Lucas Campelo — estabelece diretrizes para capacitar professores, orientar famílias e monitorar conteúdos escolares, além de criar a Comissão Intersetorial Municipal de Prevenção da Adultização Infantil (CIMPAI). A medida coloca Araguaína como referência estadual em políticas de proteção à infância e destaca a importância de valores morais no ensino e na gestão pública. “A criança aprende com o que vê. Se a política for um exemplo de desrespeito e confusão, não há lei que dê jeito. Por isso, quero ajudar a mudar a cultura — da escola até o poder público”, afirmou Campelo.

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