Congresso reúne policiais civis de todo o país em Goiânia para debater segurança pública e modernização das corporações
Policiais civis de todos os estados brasileiros estão reunidos em Goiânia a partir desta quarta-feira (12) para o 27º Congresso Nacional da Cobrapol, considerado o mais importante encontro da categoria no país. A abertura oficial ocorre às 19h no K-Hotel, marcando o início de uma programação que discute o futuro da segurança pública, o fortalecimento institucional das polícias civis e o novo estatuto nacional da categoria — tema que mobiliza autoridades, sindicatos e especialistas.
A edição deste ano traz nomes de destaque, incluindo Alberto Kopittke, diretor executivo do Instituto Cidade Segura e referência nacional em políticas de redução da violência urbana. Kopittke apresentará experiências bem-sucedidas em cidades como Canoas, Pelotas, Caruaru, Niterói, Lajeado e Rio Grande, apontadas como casos práticos de aplicação de estratégias de prevenção, inteligência e planejamento integrado na segurança pública.
\Estatuto Nacional dos Policiais Civis domina os debates internos
A quinta-feira (13) será dedicada exclusivamente à discussão do Estatuto Nacional dos Policiais Civis, etapa considerada decisiva para consolidar as pautas que a Cobrapol pretende apresentar ao Congresso Nacional. Dirigentes destacam que o estatuto é visto como instrumento fundamental para:
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fortalecer garantias institucionais;
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uniformizar carreiras e atribuições;
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reafirmar direitos que foram reduzidos ou abolidos;
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modernizar modelos de gestão e investigação.
O debate acontece em um momento de intensa movimentação legislativa em Brasília, especialmente após o avanço de propostas que tratam de carreira, previdência e estrutura das forças de segurança.
Painéis técnicos tratam de investigação policial e Lei Orgânica Nacional
Na sexta-feira (14), um dos destaques da programação será o painel sobre a função de Oficial Investigador de Polícia, coordenado pelo diretor financeiro da Cobrapol, Humberto Mileip, com representantes do Acre, Ceará, Espírito Santo, Piauí, Rio de Janeiro, Sergipe e Tocantins. A discussão pretende esclarecer atribuições, padronizar procedimentos e apontar caminhos para modernizar a investigação criminal.
Outro ponto de grande expectativa é a capacitação voltada para a Lei Orgânica Nacional da Polícia Civil (LONPC), conduzida por Cládio Wohlfahrt. A LONPC é considerada um eixo central para reestruturar carreiras, fortalecer autonomia técnica e estabelecer parâmetros nacionais para uma polícia civil mais moderna.
Goiânia se torna centro do debate nacional sobre segurança pública
A realização do congresso em Goiânia reforça o protagonismo do estado nas discussões sobre segurança pública. Em parceria com a Cobrapol, o Sinpol-GO destaca que o evento simboliza o reconhecimento nacional pela atuação firme da categoria nos últimos anos.
O presidente da Cobrapol, Giancarlo Miranda, afirma que o encontro ocorre em um momento crucial:
“O congresso tem papel decisivo no fortalecimento institucional e na construção do novo estatuto da categoria”, destacou.
Já o presidente do Sinpol-GO, Renato Rick, reforça que sediar o congresso representa um marco. Segundo ele, Goiás se consolidou como referência na defesa de melhorias para os policiais civis:
“Goiás se tornou um centro de interesse de todas as polícias civis do Brasil, muito por nossa postura combativa”, afirmou.
Rick também participa do painel “Estratégias de campanha eleitoral”, destacando a necessidade de que debates legislativos incluam quem vive diariamente o combate ao crime. Ele cita temas como a PEC da Segurança Pública e projetos em tramitação no Congresso Nacional que podem alterar profundamente a carreira policial.
Programação segue até sábado e termina com a Carta de Goiás
O evento segue até sábado, com debates técnicos, painéis temáticos, oficinas, capacitações e reuniões internas. O encerramento será marcado pela leitura da Carta de Goiás, documento que reunirá as principais deliberações, posicionamentos institucionais e encaminhamentos da categoria para os próximos meses.
A carta deve influenciar a agenda nacional, servindo como diretriz política para sindicatos estaduais e para interlocução com o Congresso Nacional e governos estaduais.
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