Operação Nêmesis explode no Tocantins: filhos, sogra, PMs, ex-secretários e aliados de Wanderlei viram alvo; PF aponta chácara suspeita e fuga às pressas

Operação Nêmesis explode no Tocantins: filhos, sogra, PMs, ex-secretários e aliados de Wanderlei viram alvo; PF aponta chácara suspeita e fuga às pressas
Chácara atribuída pela Polícia Federal a Wanderlei Barbosa em Paranã — Foto: Reprodução/Polícia Federal
RicardoPor Ricardo 13 de novembro de 2025 16

A nova fase da Operação Nêmesis ampliou o alcance das investigações envolvendo o governador afastado Wanderlei Barbosa e pessoas próximas ao seu núcleo familiar e político. Os documentos e diligências revelam indícios de que familiares, policiais militares e ex-integrantes da gestão teriam atuado para retirar, ocultar ou destruir provas consideradas essenciais para o inquérito.

Entre os alvos estão os dois filhos do governador, a sogra, policiais da segurança pessoal e assessores ligados ao gabinete. De acordo com as apurações, houve movimentação coordenada para manipular documentos, apagar registros e resetar dispositivos eletrônicos que poderiam comprometer a defesa do chefe do Executivo.

Durante o cumprimento dos mandados, investigadores registraram que Wanderlei Barbosa teria deixado sua residência às pressas, deixando luzes acesas, comida sobre a mesa, um cofre aberto e vazio e um celular recém-resetado. A suspeita é de que houve tentativa de se desfazer de materiais sensíveis antes da chegada das equipes.

A sogra do governador, uma idosa de mais de 75 anos, passou mal no momento da operação e precisou de atendimento. O episódio foi registrado pelas autoridades.

Outro ponto analisado no inquérito é uma chácara atribuída ao governador, localizada em área turística disputada entre Goiás e Tocantins. A propriedade está sob análise por possíveis movimentações patrimoniais e encontros reservados que podem ter relação com o esquema investigado.

Após o afastamento de Wanderlei, houve exonerações em sequência de integrantes da gestão, incluindo homens do primeiro escalão e servidores ligados a áreas estratégicas. Parte deles aparece em relatórios por supostamente transportar documentos, manipular arquivos e atuar na eliminação de evidências.

A lista de investigados envolve familiares, policiais militares de confiança, assessores políticos e servidores que atuavam em setores sensíveis da administração. Todos são apontados, em diferentes níveis, por possíveis ações destinadas a interferir no andamento das investigações.

As próximas etapas devem incluir novas quebras de sigilo, perícias em dispositivos apreendidos, oitivas de envolvidos e aprofundamento sobre o fluxo de documentos retirados ou apagados. Há expectativa de novos desdobramentos a qualquer momento, conforme o avanço das análises técnicas.

A Operação Nêmesis, inicialmente focada em irregularidades em contratos emergenciais, agora se estende para um possível esquema de obstrução envolvendo estruturas internas da administração pública e pessoas ligadas ao círculo íntimo do governador afastado.

O DT abre espaço para os envolvidos comentarem o assunto.

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