Ceasas e supermercados: quanto custam abóbora, abacate, couve-flor, salsa e alho nesta semana

Ceasas e supermercados: quanto custam abóbora, abacate, couve-flor, salsa e alho nesta semana
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 13 de novembro de 2025 18

O comportamento dos preços nas principais Ceasas do país mostra um cenário de contrastes nesta semana. Dados do sistema Prohort, da Conab, apontam alta expressiva em produtos de clima quente, como abóbora, enquanto hortaliças sensíveis à queda de temperatura, como couve-flor, registram forte aumento. No Tocantins, atacadistas de Palmas e horticultores de Colinas confirmam tendência semelhante, com variações influenciadas pelo clima e pelo volume de oferta regional.

A comparação semanal mostra que abóbora teve aumento superior a 20% em algumas capitais, o alho recuou diante da maior entrada de produto importado, e a couve-flor disparou com o frio registrado no Centro-Sul do país.

Abóbora sobe mais de 20% em vários estados

Segundo dados do Prohort, algumas Ceasas registraram alta acentuada da abóbora. Em Goiânia, a Ceasa-GO registrou o quilo a R$ 6,00, alta semanal expressiva. Na Ceasa-CE, o mesmo produto aparece a R$ 3,00, com aumento impulsionado pela redução da oferta e por custos logísticos.

Em Palmas, atacadistas relatam que a abóbora saiu de R$ 3,50 para cerca de R$ 4,20/kg na última semana — uma elevação próxima de 18%, atribuída ao clima seco e à menor disponibilidade de carga vinda de Goiás.

Produtores de Colinas do Tocantins apontam que a safra atual está estável, mas o frete mais caro tem afetado o preço final.

Alho registra queda com maior entrada de produto importado

O alho apresentou comportamento oposto. Conforme a Ceasa-GO, o quilo é negociado a R$ 22,00 após recuo semanal. A Conab explica que a maior entrada de alho importado — especialmente da China e da Argentina — ampliou a oferta nacional.

No Tocantins, redes de supermercado em Palmas reduziram o preço de R$ 27,90 para cerca de R$ 24,00/kg, movimento confirmado por atacadistas locais. A tendência para novembro é de estabilidade, já que a oferta internacional permanece elevada.

Couve-flor dispara com o clima mais frio

Entre as hortaliças mais sensíveis ao clima, a couve-flor registrou uma das maiores altas da semana. O Prohort indica aumento significativo nas Ceasas do Sudeste, onde temperaturas mais baixas reduziram ritmo de colheita e encareceram a oferta.

Atacadistas de Palmas relatam preços entre R$ 8 e R$ 10/unidade, enquanto em Ceasas como a de Minas Gerais o valor chega a R$ 12–14. A expectativa é que a oferta regularize gradualmente com o calor previsto para a segunda quinzena de novembro.

Abacate oscila com menor oferta; salsa mantém estabilidade

O abacate passou por oscilação moderada nas principais capitais. Na Ceasa-CE, o preço médio variou entre R$ 5,00 e R$ 7,50/kg, enquanto em Goiânia a oferta reduzida impulsiona leve alta. Em Palmas, o quilo é encontrado entre R$ 8 e R$ 9, com pouca variação semanal.

A salsa, por sua vez, permanece estável no Tocantins. Horticultores de Colinas apontam valores entre R$ 2,00 e R$ 2,50 por maço, sem influência significativa do clima.

Tocantins acompanha tendência nacional, mas com diferenças regionais

O levantamento mostra que o Tocantins acompanha a dinâmica das Ceasas do país, mas com diferenças causadas por:

  • distância dos polos produtores;

  • frete vindo de Goiás e Bahia;

  • variações climáticas entre norte e sul do estado;

  • dependência de atacadistas para hortaliças de clima frio.

Os dados se alinham às análises publicadas pela editoria de economia do Diário Tocantinense e reforçam a importância da logística para a formação de preços na região, especialmente em produtos de consumo rápido, como hortaliças.

Para acompanhar a movimentação da agricultura regional, o leitor pode consultar atualizações na editoria de agronegócio do Diário Tocantinense.

A semana é marcada por alta expressiva da abóbora, queda do alho, forte valorização da couve-flor e estabilidade da salsa. A tendência para novembro combina oferta oscilante e impacto do clima, com o Tocantins refletindo, em parte, a dinâmica nacional das Ceasas, mas preservando particularidades locais relacionadas ao transporte e à disponibilidade de produtores regionais.

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