Conab detalha ações no Tocantins, preços da cesta básica e cenário da próxima safra; veja o que esperar para 2026
A Superintendência Regional da Conab no Tocantins divulgou um panorama completo sobre suas atividades no Estado, incluindo o acompanhamento da produção agrícola, a situação da Ceasa, os preços atualizados de itens básicos e as primeiras análises sobre o período de entressafra da safra 2025/2026. As informações foram repassadas ao Diário Tocantinense e mostram como está estruturado o trabalho da companhia em um momento marcado por irregularidades climáticas e atenção redobrada ao setor produtivo.
A Conab executa no Tocantins o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), instrumento que auxilia a comercialização da agricultura familiar por meio do atendimento a associações e cooperativas. Na parte operacional, realiza pesquisas de frete em itinerários do Estado e levanta preços de produtos agrícolas, insumos, maquinários e serviços utilizados na formação dos custos de produção de culturas como soja, milho e arroz irrigado.
A companhia também realiza mensalmente o levantamento de safras, com estimativas atualizadas para algodão, soja, milho, arroz, feijão, gergelim, amendoim e sorgo. No caso da cana-de-açúcar, o monitoramento é trimestral. Outro ponto estratégico é o cadastro e atualização da capacidade estática dos armazéns do Estado, etapa essencial para mapear a infraestrutura logística disponível.
Em anos recentes, a Conab chegou a executar no Tocantins políticas estaduais de sustentação de preços, como o Contrato de Opção de Venda para arroz em casca, modalidade operada via bolsa de mercadorias. A ação resultou na aquisição de 540 toneladas do produto, garantindo suporte ao produtor em um momento de oscilação no mercado.
O Tocantins conta ainda com uma unidade armazenadora da Conab em Formoso do Araguaia, especializada no processamento e na armazenagem de arroz em casca. A estrutura atende arrozeiros da região e também recebe e guarda cestas de alimentos destinadas a indígenas, assentados e quilombolas — parte das ações federais executadas pela companhia.
Situação e futuro das Ceasas no Tocantins
A Conab informou ao Diário Tocantinense que o modelo de funcionamento da Ceasa tocantinense permanece ativo e sem previsão de mudanças. O espaço segue cedido a comerciantes para o exercício regular das atividades. A administração e definições estruturais são responsabilidade do Governo do Estado, que detém a gestão direta do equipamento público. A Conab atua como executora do Prohort e mantém articulação com a Seagro e demais entidades do setor para garantir o pleno funcionamento da central.
Preços atualizados da cesta de alimentos em Palmas
A companhia divulgou também os preços médios praticados no atacado de Palmas no mês de outubro de 2025 para os principais produtos da cesta básica:
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Açúcar (30 kg): R$ 116,86
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Arroz beneficiado tipo 1 (30 kg): R$ 120,58
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Café (5 kg): R$ 319,40
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Farinha de trigo (10 kg): R$ 52,23
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Feijão cores tipo 1 (30 kg): R$ 186,62
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Flocos de milho (500 g): R$ 5,95
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Fubá de milho (1 kg): R$ 6,99
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Macarrão espaguete com ovos (10 kg): R$ 99,80
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Óleo de soja refinado (20 unidades): R$ 162,80
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Ovos de galinha (30 dúzias): R$ 154,80
Os valores refletem a média do atacado e servem como referência para atacadistas, comerciantes e consumidores.
Safra 2025/2026: cenário climático impede estimativas
O levantamento da safra 2025/2026 está em andamento desde setembro e seguirá até agosto de 2026. A semeadura da primeira safra ocorre entre outubro e dezembro, enquanto as culturas de segunda safra são plantadas entre fevereiro e março. Nas várzeas, o plantio se estende de maio a agosto, o que mantém ciclos de desenvolvimento e colheita ativos ao longo de todo o período.
A Conab afirma que ainda é cedo para apresentar projeções sobre a entressafra ou o final da safra, já que as condições climáticas continuam instáveis e há baixo volume de chuvas no período inicial de plantio. Segundo a companhia, o cenário permanece sujeito a mudanças significativas nos próximos meses.
As informações reforçam que o Tocantins atravessa uma fase de monitoramento intenso dos custos de produção, abastecimento, preços e desempenho das culturas — um trabalho essencial para orientar produtores, gestores públicos e o mercado sobre o que esperar do ciclo agrícola de 2026.